Polícia Civil do DF: deputada federal não era alvo de câmeras no apartamento

Por Redação
3 Min

A Polícia Civil de Brasília descobriu que um ex-dono do imóvel foi o responsável pela instalação das câmeras escondidas no apartamento onde a deputada federal Dayany Bittencourt (União-CE) morou.

De acordo com o depoimento prestado, o ex-proprietário afirmou que montou o equipamento há cerca de dez anos com o objetivo de evitar furtos.

O ex-dono, que é dentista e reside na capital federal, revelou que o antigo morador do apartamento ocupou o local entre os anos de 2011 e 2020. As câmeras foram encontradas escondidas no banheiro (apontando para o armário), na cozinha direcionadas para um barzinho e no quarto, mirando a cabeceira da cama.

O técnico contratado para instalar a rede de equipamentos de gravação relatou à polícia que achou o serviço estranho durante a montagem. Conforme o depoimento do dentista, as câmeras foram adquiridas pois ele suspeitava que a camareira estava subtraindo objetos do local.

Um documento da perícia aponta que “todos os 164.325 registros audiovisuais (349 GB) temporariamente armazenados no Instituto de Criminalística, referentes ao Laudo de Perícia Criminal, foram extraídos e gravados em um HD externo”.

A investigação policial concluiu que a deputada não foi vítima de espionagem.

O documento afirma: “Não há dúvidas de que a instalação foi realizada antes da locação do imóvel pela comunicante/vítima da ocorrência, Dayany, descartando assim a suspeita de que ela fosse o alvo da ação”.

A polícia declarou que, com base nas informações levantadas, nenhum crime foi constatado que corroborasse as suspeitas iniciais de violação de domicílio.

Com o inquérito finalizado pela polícia, o Ministério Público requereu o arquivamento do caso na sexta-feira (26).

O promotor Bruno Osmar Vergini de Freitas assinou a peça que afirma: “Embora as informações trazidas na notícia crime de captação de imagens em dispositivo de filmagem oculto sejam verossímeis, não foram identificados quaisquer vínculos entre a instalação do equipamento de filmagem e a deputada mencionada”.

Segundo o MP, não foram encontradas imagens da intimidade da parlamentar após a análise de 165 mil registros realizada pela Polícia Civil.

Em comunicado, a deputada lamentou o incidente: “A minha tristeza não vem apenas pela invasão da minha privacidade, mas também da constatação de que ainda temos um longo caminho a percorrer para garantir segurança, até mesmo dentro de nossos lares”.

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