Com a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) já formalizada e com boas perspectivas de aprovação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve agora escolher um novo nome para liderar a Advocacia-Geral da União (AGU).
Fontes próximas ao governo revelam que a tendência é que o presidente opte por uma mulher para o cargo, visando ampliar a representatividade feminina no alto escalão da administração pública.
Um dos nomes mais cotados para assumir a AGU é o da procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Lenzi Ruas de Almeida, que se destaca como a primeira mulher a fazer parte da equipe econômica do atual mandato. Sua nomeação foi realizada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, evidenciando o compromisso do governo com a diversidade.
Outras opções em consideração incluem Isadora Cartaxo, Clarice Calixto e Adriana Venturini, que também possuem trajetórias notáveis e podem contribuir significativamente para a AGU.
Enquanto isso, a movimentação política em torno de Messias avança, com ele realizando articulações para assegurar o apoio necessário à sua indicação ao STF. Esse posto será ocupado por ele na vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, cuja saída abre espaço para novas vozes no tribunal.
A sabatina de Jorge Messias está agendada para a próxima quarta-feira, dia 29, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Essa etapa é considerada crucial para a aprovação de sua indicação, e o candidato precisa demonstrar sua aptidão e compromisso com a justiça e a Constituição durante a audiência.
O movimento em direção à escolha de uma nova liderança na AGU, aliada à expectativa em torno de Messias, reflete a dinâmica interna do governo e as estratégias políticas que estão sendo implementadas. O fortalecimento da presença feminina em altos cargos é um dos objetivos declarados do governo, e a escolha da nova liderança da AGU poderá ser um passo significativo nesse sentido.

