Nudes sem consentimento: Crime que pode levar à prisão — Saiba como se proteger

Por Redação
3 Min

Revolução na Luta contra a Pornografia de Vingança no Brasil

Você sabia que divulgar fotos e vídeos íntimos sem o consentimento da pessoa virou crime no Brasil? Pois é, com a criação da Lei nº 13.718/2018, o país deu um passo importante para combater esse tipo de violência digital. Essa mudança no Código Penal trouxe o artigo 218-C, que veio para reforçar a luta contra a chamada pornografia de vingança.

O que diz a nova lei?

Segundo a legislação, é crime compartilhar, divulgar, vender ou expor qualquer registro audiovisual que contenha cenas de sexo, nudez ou pornografia sem a autorização da pessoa envolvida. E não para por aí: a regra também vale para materiais que retratem cenas de estupro ou que incentivem esse tipo de prática. Confira agora os detalhes:

Principais pontos do artigo 218-C

  1. Disseminar fotos ou vídeos íntimos sem permissão;
  2. Enviar conteúdo por redes sociais ou aplicativos de mensagens;
  3. Publicar em sites ou plataformas digitais;
  4. Vender ou compartilhar esses registros de forma ilícita.

Quem cometer esse crime pode pegar de um a cinco anos de prisão, e essa pena pode aumentar dependendo da situação. A ideia é deixar claro que a responsabilização é mais severa quando há relação de afeto ou intenção de humilhar a vítima, como na vingança.

Por que essa lei é um avanço?

Antes dela, casos assim eram enquadrados em crimes de difamação ou injúria, o que dificultava a responsabilização direta dos envolvidos. Agora, com uma legislação específica, fica mais fácil punir quem divulga conteúdos íntimos sem autorização, além de proteger quem compartilha, mesmo que não tenha vazado o material originalmente.

Quem pode ser responsabilizado?

  • O autor do vazamento;
  • Quem compartilhar o conteúdo, mesmo sem ter sido o responsável pelo vazamento;

Exceções na legislação

Tem uma pegadinha: a lei prevê algumas situações em que a divulgação é permitida, como conteúdos jornalísticos, científicos, culturais ou acadêmicos. Desde que a vítima não possa ser identificada ou haja autorização, principalmente quando a pessoa for maior de idade. Assim, o objetivo é equilibrar liberdade de expressão e proteção à privacidade.

Desafios e perspectivas

Especialistas apontam que a legislação é um avanço na luta contra a violência digital, mas ainda há obstáculos na fiscalização e na rápida remoção de conteúdos na internet. Afinal, o mundo digital evolui rápido, e acompanhar tudo fica difícil, né?

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