A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) inaugurou, em 15 de abril, a sede e quatro novos laboratórios do Centro de Inovação em Tecnologia Offshore (OTIC). Este Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) é financiado pela FAPESP, em parceria com a Shell Brasil, a USP e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
Inovações em Tecnologia Offshore
Lançado em junho de 2024, o OTIC tem a missão de desenvolver tecnologias que maximizem a geração de energia a partir do oceano, minimizando as emissões de gases de efeito estufa. Com um investimento previsto de R$ 165 milhões nos primeiros cinco anos, o centro reúne mais de 250 pesquisadores de universidades e instituições de pesquisa tanto do Brasil quanto do exterior. O portfólio inicial abrange 24 projetos de pesquisa e desenvolvimento.
Dentre os projetos, 11 estão em estágio de descoberta, focando na geração de conhecimento fundamental. Outros seis envolvem o desenvolvimento de tecnologia, enquanto quatro apresentam avanços significativos, com protótipos e tecnologias prontas para o mercado.
Importância da Integração Setorial
Gustavo Assi, professor da Poli-USP e diretor-executivo do OTIC, enfatizou a relevância do setor offshore brasileiro na transição energética. “Integração entre os setores industriais onshore e offshore é essencial para alcançarmos a neutralidade de carbono”, ressalta Assi, ressaltando a necessidade de um planejamento nacional abrangente.
O diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP, Carlos Graeff, corroborou a importância do OTIC como modelo de integração entre academia e setor empresarial. Ele observou que o Brasil, com sua posição geopolítica, está preparado para enfrentar desafios globais, devido ao investimento em pesquisa.
Parcerias Eficazes
Anderson Ribeiro Correia, diretor-presidente do IPT, destacou que o avanço no setor offshore foi possibilitado graças a parcerias estratégicas. Ele mencionou a necessidade de repetir esse modelo de colaboração para superar novos desafios.
Manuela Lopes, diretora de tecnologia e inovação da Shell Brasil, ressaltou que o OTIC é fundamental para unir esforços acadêmicos, governamentais e industriais em busca de soluções tecnológicas sustentáveis.
Laboratórios Avançados
Durante a inauguração, foram apresentados quatro laboratórios do OTIC. O NavLab, focado em realidade aumentada e virtual, proporciona treinamento e avaliação de riscos em operações complexas. O Cosmos simula operações remotas, essencial para plataformas não tripuladas. O SpotLab estuda a percepção social da tecnologia, alinhando desenvolvimento técnico aos valores sociais.
Por fim, o Digital Ocean Lab, situado no Instituto Oceanográfico da USP, processa dados de sensores oceânicos em tempo real e possui um simulador de manobras de atracação, permitindo treinamento avançado para comandantes.
Com iniciativas como a do OTIC, o Brasil avança no desenvolvimento de tecnologias para uma economia mais sustentável e eficiente, reforçando seu papel no cenário energético global.
Informações da Agência FAPESP
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