Lula Enfatiza Participação Social na Política Urbana na Conferência das Cidades

Por Redação
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Lula Encerra 6ª Conferência Nacional das Cidades e Promete Avanços em Habitação e Sustentabilidade

Na última sexta-feira, 27 de fevereiro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou da cerimônia de encerramento da 6ª Conferência Nacional das Cidades, realizada em Brasília (DF). Este evento, que ocorreu após uma pausa de 13 anos, reuniu mais de 2,5 mil representantes de diversos setores, incluindo poder público, sociedade civil e movimentos sociais, com o objetivo de discutir e formular diretrizes para o desenvolvimento urbano do Brasil.

Lula enfatizou a importância da organização dos movimentos sociais na promoção de mudanças significativas para a população brasileira. "Quando vocês se organizam e reivindicam a Conferência Nacional das Cidades, quando reivindicam o Ministério das Cidades, vocês sabem o que isso resultou de benefício para a população brasileira", afirmou o presidente, destacando a necessidade de fortalecer tanto a Conferência quanto o Ministério das Cidades. Ele anunciou a ambição de construir três milhões de casas populares através do programa Minha Casa, Minha Vida, superando sua meta inicial de dois milhões.

O ministro das Cidades, Jader Filho, também presente na cerimônia, ressaltou que as transformações no Brasil são impulsionadas por fóruns como a Conferência. Ele afirmou que as opiniões expressas durante o evento serão fundamentais para moldar um futuro melhor para as cidades. "Tudo aquilo que foi construído a partir daqui nos permitirá, seguramente, ter um Brasil melhor", disse.

Durante os quatro dias de conferência, os participantes discutiram temas cruciais como desenvolvimento urbano e políticas públicas relacionadas à habitação. O secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência, Josué Augusto do Amaral Rocha, comentou sobre a importância da retomada da participação social, após um longo período de descontinuidade nas políticas de habitação.

A conferência não apenas revisitou discussões sobre habitação, mas também abordou a questão da adaptação das cidades às mudanças climáticas. Jader Filho anunciou que o governo investiu mais de R$ 32 bilhões em políticas de prevenção a desastres climáticos, destacando a necessidade de tornar as cidades mais resilientes. Essa preocupação foi ecoada por Maria das Graças de Jesus, representante do Conselho das Cidades, que alertou para os impactos desproporcionais das mudanças climáticas sobre as populações vulneráveis, especialmente mulheres e negros nas periferias.

Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal, recordou o cenário desolador enfrentado pelo Brasil após o fechamento do Ministério das Cidades em 2016, afirmando que a volta de Lula foi crucial para a retomada das políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade de vida.

Por fim, Lula anunciou que visitará as áreas afetadas por chuvas intensas na Zona da Mata mineira, demonstrando uma preocupação contínua com as comunidades vulneráveis. Ele afirmou que a conjuntura climática é resultado do histórico descaso com a população pobre, e reafirmou seu compromisso em garantir condições dignas de moradia.

A 6ª Conferência Nacional das Cidades, portanto, não apenas simboliza um retorno à participação social, mas também um passo significativo em direção à construção de um Brasil mais justo e sustentável. Com promessas de habitação e um olhar atento às questões climáticas, o governo de Lula parece determinado a reverter os danos de um passado recente e a construir um futuro mais esperançoso.

Com informações da Agência Gov

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