Com embarque marcado para a próxima quinta-feira, dia 16, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciará uma importante viagem à Espanha, Alemanha e Portugal. Um dos principais objetivos dessa missão diplomática é intensificar o apoio à candidatura de Michelle Bachelet para o cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas.
Segundo a embaixadora Vanessa Dolce de Faria, assessora especial do Itamaraty, a comitiva brasileira contará com 15 ministros, além de dirigentes de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Fundação Oswaldo Cruz e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
A viagem começará em Barcelona, na Espanha, nos dias 17 e 18 de abril, a convite do presidente espanhol, Pedro Sánchez. Em seguida, a comitiva se dirigirá à Alemanha, onde, nos dias 19 e 20, Lula participará da Hannover Messe – a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo. O encerramento da viagem ocorrerá no dia 21, com uma visita de Estado a Portugal.
Espanha
O presidente brasileiro desembarcará em Barcelona na noite do dia 16 e, ao longo do dia 17, participará da 1ª Cúpula Brasil-Espanha, que ocorrerá no Palácio de Pedralbes. Ele será recebido por Pedro Sánchez, com quem realizará uma reunião para discutir temas relevantes entre os dois países.
O embaixador Roberto Abdalla, secretário de Europa e América do Norte, destaca que as expectativas são de que, durante a cúpula, as convergências entre o Brasil e a Espanha sejam ampliadas em tópicos como multilateralismo, direito internacional e a promoção de soluções pacíficas para conflitos. Ao redor do meio-dia, Lula participará de uma reunião plenária com ministros dos dois países, após a qual uma série de atos será assinada, culminando com uma declaração conjunta à imprensa.
À noite, Lula se juntará a um jantar oferecido por Pedro Sánchez aos líderes do Fórum de Defesa da Democracia, que realizará em Catalunha sua 4ª reunião de Alto Nível. O foco da reunião estará em questões relacionadas ao multilateralismo, incluindo a sucessão na Secretaria Geral da ONU. Além disso, o Brasil buscará incluir na declaração final aspectos sobre desigualdades, especialmente em relação à violência política e digital de gênero, e reforçar a necessidade de combater a desinformação. Com informações da Agência Brasil.

