Bruno Reis cobra ‘responsabilidade’ de Rodrigo Maia após ataques a Neto e ao DEM

0
Foto: divulgação

O prefeito de Salvador Bruno Reis (DEM) criticou o cacique do partido e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), após o deputado atacar o presidente nacional da sigla, ACM Neto.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Maia afirmou que Neto teria “entregado a cabeça do partido de bandeja” ao decretar a neutralidade na última eleição da Câmara ao invés de fechar questão com Baleia Rossi (MDB-SP), candidato de Maia. Arthur Lira (PP-AL) foi o vencedor com grande apoio da bancada demista, enquanto Rodrigo Pacheco (DEM-MG) ganhou a eleição no Senado.

“Mesmo a gente tendo feito o movimento que interessava ao candidato dele no Senado, ele entregou a nossa cabeça numa bandeja para o Palácio do Planalto. Falta caráter, né?”, afirmou Maia, que deve deixar o partido em breve.

Ao comentar a polêmica, Bruno afirmou que Maia deve parar de procurar culpados para justificar a derrota do seu candidato, e subsequente enfraquecimento do seu capital político, e assumir a responsabilidade pelo revés.

“É natural nos acharmos porretas quando ganhamos, mas arranjamos algum culpado quando perdemos. A maioria da bancada do DEM, se o presidente do partido não interviesse e decretasse a neutralidade, iria levar o bloco formalmente para Arthur Lira que já possuía 16 assinaturas, incluindo gente que não votaria em Baleia por divergências com Maia. Ao entender que o partido estaria dividido, Neto não formalizou bloco nenhum e disse que todos estariam liberados para votar em quem quisesse. Todo mundo tem que ser homem para assumir sua responsabilidade”, afirmou.

Migração de Maia

Com a situação cada vez mais insustentável dentro da sigla, é esperado que Rodrigo Maia migre para outro partido em breve. Após convites informais do Cidadania e do MDB, o deputado se reuniu com o governador de São Paulo, João Dória, neste domingo, 7, para tratar de sua possível filiação para o PSDB.

Maia avalia também um convite para se juntar ao PSL, algo que pode ser dificultado pela ala bolsonarista que ainda está no partido e vê o deputado como um opositor ao presidente Jair Bolsonaro (Sem partido).

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.