Novos computadores da Apple terão processador próprio

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Foto: pxhere

Na última terça-feira (10/11), a Apple realizou um evento online, o One More Thing, onde apresentou os novos computadores que estarão equipados com o chip proprietário inspirado na arquitetura ARM, o M1, que é o mesmo utilizado nos processadores de iPhones e iPads. Anteriormente, a companhia comprava o componente junto a Intel, que aplica a arquitetura x86 em seus processadores.
Todos os computadores anunciados no evento vêm com o chip M1, que contém oito núcleos, trazendo uma melhora no desempenho dos aparelhos e otimização de energia se comparado àqueles presentes nos processadores fabricados pela Intel. A empresa fundada por Steve Jobs também promete a melhor relação performance por watt do mercado, e o chip ainda dispõe de memória unificada, que trará mais velocidade nas operações realizadas no MacOS Big Sur (versão mais recente do sistema operacional da Apple).

Novos computadores
O primeiro notebook apresentado durante o evento foi o MacBook Air. E o preço de comercialização no Brasil foi revelado — ele será vendido a partir de R$ 12.999, porém ainda não há uma data de lançamento em território nacional. De acordo com a Apple, com a implementação do M1, o notebook terá uma velocidade de CPU 3,5 vezes maior e 5 vezes mais potência gráfica que o modelo anterior. A companhia também instalou no MacBook Air uma tela Retina de 13,3 polegadas e uma bateria com autonomia de 15 horas em navegação Wi-Fi e cerca de 18 horas em reprodução de vídeos, sendo que toda essa duração de carga se deve ao novo chip. Outra novidade é que o notebook não terá um cooler, componente utilizado na maioria dos computadores para refrigerá-los — e isso também é devido ao M1, que não esquenta tanto.

Foto: unsplash

Já o MacBook Pro também estará equipado com uma tela de 13 polegadas e o novo chip, mas com uma eficiência energética maior que o modelo base, podendo ficar longe das tomadas por até 20 horas, sendo esta a maior autonomia já vista em um Mac. Além disso, ele tem gráficos 5 vezes melhores e desempenho 2,8 vezes superior ao modelo anterior, sendo perfeito para rodar programas pesados e até mesmo para jogar games de última geração. Você pode, por exemplo, aproveitar toda essa capacidade de processamento e desempenho para se divertir com os comentados Overwatch Warframe ou Dota 2, ou mesmo testar os melhores jogos de cassino online, como banca francesa, keno e vídeo poker em sites como VegasSlotsOnline.com. Em relação ao preço do MacBook Pro no Brasil, ele custará inicialmente R$ 17.299, enquanto nos Estados Unidos o modelo fica por US$ 1.299.
Além dos novos notebooks, a empresa também anunciou a mais nova versão do Mac Mini. Com o novo processador, a Apple promete que o aparelho terá um desempenho 3 vezes melhor e uma potência gráfica 6 vezes maior que a versão anterior — e que ele também será mais silencioso. Além disso, foi dito que o computador de mesa suportará uma configuração de até 16 GB de Ram e 2 TB de armazenamento. No site oficial da empresa no Brasil, as versões do aparelho contam com somente 8GB de Ram e até 512 GB de armazenamento, e os preços iniciais estão em torno de R$ 8.699, mas ainda sem data de lançamento.

As mudanças de processadores na Apple
Apesar de inovadora, está não será a primeira vez que a Apple troca a arquitetura dos seus processadores. Em 1994, a empresa trilhou um caminho semelhante ao trocar os chips Motorola 68K para o PowerPC. Em 2005, repetiu o processo e deixou para trás o PowerPc, adotando o Intel X86. Agora está ocorrendo a terceira grande transição, com a implementação dos processadores ARM, que são conhecidos como Apple Silicon, e sua primeira geração foi chamada de M1.
A linha ARM é de processadores que utilizam a arquitetura RISC (Computador com um Conjunto Reduzido de Instruções). Esses chips com arquitetura RISC são menos flexíveis em relação a instruções — o que quer dizer que o programador deve criar mais passos —, porém eles gastam menos energia para realizar os comandos e são extremamente velozes ao realizarem as instruções. Eles também emanam menos calor, tornado o uso dos sistemas de refrigeração complexos dispensável, fator que pode baratear os aparelhos, além de deixá-los mais leves.

 

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