Oxford testa ivermectina para tratamento contra covid

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Foto: Reprodução

A Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciou nesta 4ªfeira (23.jun.2020) que está realizando testes para verificar se a ivermectina é eficiente no tratamento contra a covid. O objetivo do estudo é ajudar pacientes a se recuperarem da doença sem a necessidade de internação hospitalar. Mais de 5.000 voluntários já foram recrutados.

Apoiado pelo governo britânico, o teste do medicamento é o sétimo estudo realizado pelo projeto, que foi batizado de Principle (Princípio em inglês). O mesmo estudo clínico já mostrou que os antibióticos azitromicina e doxiciclina são ineficazes no tratamento da covid-19 em estágio inicial.

O investigador-chefe adjunto do projeto, professor Chris Butler, do Departamento de Ciências da Saúde de Atenção Primária de Nuffield da Universidade de Oxford, explicou a escolha do medicamento pelo fato da “ivermectina estar prontamente disponível no mundo todo e ter sido amplamente utilizada para muitas outras doenças infecciosas, por isso é um medicamento bem conhecido com um bom perfil de segurança”.

A ivermectina é um fármaco antiparasitário usado para o tratamento de sarna e piolho, por exemplo. Em fevereiro deste ano, a Merck, empresa farmacêutica que produz a substância, afirmou que não há base científica para comprovar a eficácia do medicamento no tratamento da covid.

O uso precoce de ivermectina, assim como a cloroquina e a hidroxicloroquina, é encorajado pelo presidente Jair Bolsonaro para o tratamento da covid.

Bolsonaro já chegou a publicar uma mensagem no Twitter afirmando que a baixa taxa de óbitos por coronavírus em países africanos tem relação com a distribuição em massa da ivermectina,o que não é verdade.

O medicamento já é utilizado em alguns países, como o Brasil, para tratar a covid-19, apesar de não haver evidências suficientes de ensaios clínicos em grande escala que demonstrem que ela pode acelerar a recuperação da doença ou reduzir a internação.

Butler citou que a ivermectina teve resultados positivos em testes-piloto, mas que os estudos precisam ser aprofundados. “Ao incluir ivermectina em um ensaio em grande escala como o Principle, esperamos obter evidências robustas para determinar a eficácia no tratamento e se há benefícios ou danos associados ao seu uso”, completou.

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