Cepa mais contagiante de coronavírus é detectada em São Paulo

Laboratório encontrou dois casos de infecção pela nova variante identificada inicialmente no Reino Unido

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Passageira realiza um teste PCR para Covid-19 no aeroporto de Roma Fiumicino, na Itália Foto: ANDREAS SOLARO / AFP

Foram encontrados em São Paulo dois casos de coronavírus provocados pela nova variante identificada inicialmente no Reino Unido. A cepa B.1.1.7 do SARS-CoV-2, mais contagiosa, foi detectada pelo laboratório Dasa e comunicada ao Instituto Adolfo Lutz e à Vigilância Sanitária.

A descoberta foi anunciada nesta quinta-feira (31) pela empresa. Essa é a primeira vez que a variante, que já se espalhou por diversos locais além do território britânico nos últimos dias, é reconhecida no país.

Segundo comunicado à imprensa, o laboratório achou a nova cepa entre 400 amostras de exames RT-PCR feitos com saliva. O estudo começou por aqui em dezembro, depois de o Reino Unido dar o alerta sobre a variante, que é preocupante por ser mais infecciosa, embora ainda não se saiba se ela é capaz de agravar os quadros ou aumentar a letalidade.

A confirmação de que se trata da linhagem B.1.1.7 do vírus foi dada, segundo a Dasa, após um sequenciamento genético realizado em parceria com o Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-FMUSP).

“O sequenciamento confirmou que a nova cepa do vírus chegou ao Brasil, como estamos observando em outros países. Dado seu alto poder de transmissão esse resultado reforça a importância da quarentena, e de manter o isolamento de dez dias, especialmente para quem estiver vindo ou acabado de chegar da Europa”, diz Ester Sabino, pesquisadora do IMT-FMUSP, em texto que divulga os resultados.

Para Gustavo Campana, diretor médico da Dasa, essa descoberta reforça a necessidade de “lavar as mãos, intensificar o distanciamento físico, usar máscaras e deixar os ambientes sempre ventilados”, sem descuidar-se durante as festas de fim de ano.

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