Bruno Reis faz apelo para que os professores da rede municipal retomem as aulas

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Em entrevista na manhã desta terça-feira (24), o prefeito Bruno Reis (UB) falou sobre a reunião que pauta a greve dos professores da rede municipal de ensino, que está prevista para esta terça-feira (24) às 13h30 com a categoria, com o secretário de Gestão (Semge), Thiago Dantas e o Secretário Municipal de Educação (Smed), Marcelo Oliveira.

Segundo Bruno, vai seguir conversando e dialogando, como fez no ano passado na retomada das aulas, com diálogo permanente e buscando construir os consensos. Disse ainda que é natural que a classe tenha expectativa, mas como prefeito tem que analisar a realidade orçamentaria da prefeitura.

“Está marcado às dez horas e trinta minutos, com o secretário Thiago Dantas e o secretário Marcelo Oliveira. Vamos seguir conversando, dialogando, como sempre fizemos. Vocês viram a minha postura no ano passado, na retomada das aulas. De um diálogo permanente, de uma conversa, buscando construir os consensos. Não há como se fazer uma educação de qualidade sem o envolvimento, sem o comprometimento dos professores. E natural que essa classe tenha as suas expectativas, mas eu como prefeito, tenho que analisar a realidade orçamentária da prefeitura”, disse.

Bruno aproveitou para frisar que a prefeitura ainda está passando por momentos difíceis de pós-pandemia e que todos os custos relacionados a pandemia são arcados exclusivamente com recursos da prefeitura, sem ajuda estadual e federal, e que o investimento já chegou a 1 bilhão e 100 milhões.

Segundo o gestor, a prefeitura está oferecendo um reajuste aos servidores da educação acima da inflação do período, após reajuste linear e faz as mudanças de níveis. O prefeito pediu bom senso e compreensão nesse momento e que ano que vem sentam novamente para analisar o cenário. Ele disse que entende e compreende a importância do professor, que é exemplo, pois sua mãe e sua avó que lhe criou, eram professoras, e que sabe a importância do salário para garantir o sustento das famílias e garantir os sonhos.

Ainda de acordo com o prefeito, a APLB Sindicato tinha apresentado uma proposta, onde a prefeitura atendeu, porém a categoria mesmo assim realizou uma assembleia e decidiu decretar greve.

Bruno destacou e comparou o tratamento que é dado a prefeitura e o governo do estado, questionando a categoria que o governo passou 7 anos sem dar reajuste e no último ano dá um reajuste de 12% e nos 8 anos não tem nenhuma paralisação, manifestação e nem greve. Ele pontuou que esse ano ele pode conceder reajuste, onde ano passado não podia por conta de uma lei que o impedia. Disse que está chegando nas mesmas condições do governo estadual e os trabalhadores da educação de Salvador que ganham acima do que ganham os trabalhadores da rede estadual, decretaram greve.

Se sentindo desapontado, o gestor da capital baiana lembrou que depois de dois anos sem aulas, por conta da pandemia da Covid-19, os alunos já foram prejudicados, e nesse ano, por ser de eleição, se possa ter uma greve política. Disse ainda que 50% dos professores estão indo para as aulas e 50% das escolas funcionaram.

Bruno fez um apelo aos professores da rede municipal que não querem politizar o assunto e querem resolver com serenidade e bom senso, para que voltem as salas de aula e continuem lecionando e que vão seguir discutindo junto a APLB Sindicato e as outras entidades o reajuste que possivelmente pode ser dado.

“Eu faço um apelo aos professores que não querem politizar o assunto, que querem resolver com a serenidade e com o bom senso que o momento exige, para que voltem para as salas de aula, que continuem lecionando, que a gente vai seguir discutindo com a APLB e com as outras entidades o reajuste que é possível ser dado”.

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