Presidente do TSE defende urnas eletrônicas e rebate Bolsonaro: “Não aceita a democracia”

Luís Roberto Barroso garantiu que o sistema eleitoral no Brasil é totalmente seguro, relatando que, desde 1996, não há precedentes de fraude.

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Luiz Roberto Barroso -TSE/Divulgação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, voltou a defender o uso de urnas eletrônicas nas eleições, rebatendo um discurso constantemente adotado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Durante inauguração da nova sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Acre, na quinta-feira (29), o magistrado aproveitou para rebater as alegações de que o pleito de 2022 poderia ser fraudado se o sistema não passasse a adotar o voto impresso.

“O discurso de que ‘se eu perder houve fraude’ é um discurso de quem não aceita a democracia, porque a alternância no poder é um pressuposto nos regimes democráticos. Assim é, porque assim deve ser em toda a parte”, destacou, garantindo ainda que a defesa das urnas eletrônicas visa apenas manter as eleições livres e limpas, não favorecer interesses pessoais.

Ele relembra que, até 1996, toda eleição no Brasil tinha suspeição de fraude, já que muitos votos sumiam, votos brancos iam para candidatos mais influentes e urnas desapareciam. Segundo conta, havia até mesmo quem comesse votos para prejudicar os oponentes, mas, desde que o sistema passou a ser computadorizado, nunca se documentou episódios de adulteração no país.

“Uma fraude exigiria que muita gente no TSE e em toda a Justiça Eleitoral estivesse comprometida, ia ser uma conspiração de muita gente. Portanto não há precedentes e não há razão de se mexer no time que está ganhando”, ressalta.

“Na democracia tem lugar para conservadores, tem lugar para liberais e tem lugar para progressistas. Só não tem lugar para a intolerância, para a agressão para a violência. Tudo nessa vida pode ser dito com respeito e consideração pelo outro. Uma causa que precise de ódio, de mentira, desinformação, agressividade e grosseria não pode ser uma causa boa”, Luís Roberto Barroso concluiu.

Jair Bolsonaro, por outro lado, segue divergindo e inclusive realizou transmissão ao vivo ontem para falar sobre o suposto risco de fraude nas eleições de 2022. Na ocasião, ele apenas exibiu vídeos que já vinham rondando a internet e tinham sido previamente desmentidos.

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