Ministério Público do RJ denuncia Flávio Bolsonaro por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro

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Foto: Reprodução

Depois de mais de dois anos de investigação o Ministério Público do Rio de Janeiro informou na noite de terça-feira (3) que denunciou à Justiça o senador Flávio Bolsonaro, o ex-assessor Fabrício Queiroz e mais 15 investigados por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita no esquema das “rachadinhas”, na Assembleia Legislativa do Rio. Na época Flávio Bolsonaro era deputado estadual.

Segundo o jornal ‘Estadão’, caso a Justiça aceite a denúncia, o filho do presidente, Jair Bolsonaro e seus ex-assessores virarão réus. A Promotoria ajuizou a denúncia no dia 19 de outubro, mas, como o desembargador relator estava de férias, as peças processuais só foram entregues na terça-feira (3).

Na denúncia apresentada à Justiça, o MP amarra uma série de informações que já haviam sido oferecidas ao longo da investigação. Tudo gira em torno de Flávio ter supostamente se apropriado do dinheiro público da remuneração de seus assessores e, depois, praticado a lavagem desses recursos por meio da organização criminosa.

A investigação do MPRJ começou em julho de 2018 depois que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz. Durante a investigação, o MP quebrou o sigilo bancário e fiscal de 106 pessoas e empresas em abril de 2019, verificou provas de um esquema no qual assessores eram nomeados e tinham que devolver a maior parte de seus salários para Fabrício Queiroz, que repassava em transferências, depósitos e espécie ao senador Bolsonaro. A investigação apontou que Flavio utilizou, pelo menos, R$ 2,7 milhões em dinheiro vivo no esquema. O senador e ex-deputado teria “lavado” dinheiro por meio de imóveis e de uma franquia da rede Kopenhagen.

Em junho de 2020, Queiroz foi preso na casa do advogado de Flávio, Frederick Wassef, em Atibaia, no interior de São Paulo. Ele foi conduzido ao Rio de Janeiro para cumprir a prisão em Bangu, mas um habeas corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, permitiu que ele permanecesse em prisão domiciliar.

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