O prefeito de Jequié, Zé Cocá, optou por permanecer no PP, partido que integra a federação com o União Brasil. Ele planeja concorrer ao cargo de vice-governador da Bahia este ano na chapa encabeçada por ACM Neto, uma das figuras mais proeminentes do segundo partido a nível nacional.
Nos bastidores políticos, cresce a expectativa de que Zé Cocá e ACM Neto se encontrem em Jequié entre quinta-feira (27) e sexta-feira (28) para discutir os últimos ajustes antes do anúncio oficial da aliança. Interlocutores de ambos os lados já tratam essa colaboração como praticamente garantida, evidenciando a força da articulação entre os dois líderes.
O evento que marcará o anúncio oficial da composição está previsto para o dia 30, em Feira de Santana. Esse encontro político deve reunir diversas lideranças da oposição tanto no estado quanto no cenário nacional. Durante o evento, também será confirmada a candidatura de dois nomes ao Senado: o atual senador Ângelo Coronel, do Republicanos, e o ex-deputado federal João Roma, do PL.
Antes de se aproximar de ACM Neto, Zé Cocá havia tentado estabelecer uma parceria com o governador Jerônimo Rodrigues, do PT. No entanto, as negociações não avançaram como esperado. O prefeito de Jequié começou a criticar publicamente a falta de progresso em projetos considerados estratégicos para sua cidade e a região, com ênfase especial no projeto do novo aeroporto regional, que é visto como vital para o desenvolvimento local.
A decisão de se aliar a ACM Neto e ao União Brasil parece ser uma estratégia pensada para garantir uma posição de destaque nas próximas eleições. Zé Cocá busca, assim, consolidar sua influência política na Bahia, utilizando sua posição como prefeito para alavancar sua candidatura ao cargo de vice-governador.
Essa movimentação política também reflete um cenário de intensas articulações entre diversas forças do estado. A expectativa é que, com a união de forças entre Zé Cocá e ACM Neto, a oposição se fortaleça em um momento crucial da política baiana. O foco será garantir que as demandas da população sejam ouvidas e atendidas, especialmente as que envolvem infraestrutura e desenvolvimento econômico.

