Na última sexta-feira (20), o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), fez duras críticas ao prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), em resposta a declarações desabonadoras do gestor sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante uma entrevista à Rádio 93FM, Rui Costa classificou a atitude do prefeito como “ingratidão”, ressaltando a relevância dos investimentos federais que o município recebeu.
O ministro mencionou diversas obras realizadas em Jequié, incluindo a construção de unidades de saúde e a implementação de uma universidade federal, como parte das razões que tornam a postura de Zé Cocá inaceitável. “Não sou fã desse tipo de ingratidão. Quando estive aqui, o prefeito estava no palanque, e anunciamos a criação da Universidade do Sudoeste da Bahia. Apenas cinco ou seis dias depois, ele fez um ataque absolutamente desnecessário ao presidente Lula”, declarou Rui Costa.
Essas declarações ocorrem em um contexto de articulações políticas para o ano de 2026, onde Zé Cocá desponta como um possível vice na chapa do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que visa concorrer ao governo da Bahia. Esse cenário de movimentação política parece ter influenciado as críticas do prefeito, levando a uma mudança de posicionamento que foi notada por diversos líderes locais.
Mais cedo, o senador Jaques Wagner (PT) também se manifestou, chamando as falas de Zé Cocá contra Lula de “desnecessárias” e expressando seu descontentamento em relação à mudança de postura política do prefeito. Essa troca de declarações acirrou ainda mais os ânimos entre os representantes do PT e o prefeito, que anteriormente contava com o apoio do partido em várias iniciativas.
Na mesma data, Rui Costa e Jaques Wagner cumpriram uma agenda em Jequié, onde participaram da assinatura da ordem de serviço para as obras de restauração da BR-330, que liga Jequié a Ubaitaba. O investimento de R$ 57,4 milhões, que faz parte do Novo PAC, foi destacado como um exemplo do compromisso do governo federal com o desenvolvimento da Bahia.
A postura de Zé Cocá, ao criticar um líder que tem promovido investimentos significativos em sua cidade, levanta questões sobre lealdade política e as motivações por trás de suas ações. A resposta de Rui Costa e Jaques Wagner reflete um descontentamento crescente com as declarações de prefeitos que, em tempos de disputa política, parecem esquecer os benefícios recebidos em prol de alianças estratégicas.

