Lula promete recomprar Refinaria Mataripe e critica privatização na Bahia

Por Redação
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Durante uma visita à Refinaria Gabriel Passos (Regap), situada em Minas Gerais, nesta sexta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que o governo está determinado a recomprar a Refinaria Mataripe, anteriormente conhecida como Refinaria Landulpho Alves (RLAM), que se localiza em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador.

Acompanhado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, Lula enfatizou que a recompra da refinaria pode demandar tempo, mas está inserida nos planos do governo. Desde o início do terceiro mandato, a estatal vem analisando diferentes alternativas para reestatizar esse ativo estratégico.

Durante o evento na Regap, o presidente também abordou a importância da criação de estoques nacionais de combustíveis, uma medida vista como crucial para enfrentar as oscilações do mercado internacional. Sua declaração foi feita em um momento em que as tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, têm pressionado os preços do petróleo em níveis elevados.

Conforme afirmou Lula, a criação desses estoques é fundamental para garantir a soberania energética do Brasil e para mitigar os impactos de crises externas sobre os preços internos dos combustíveis.

Críticas à privatização

Neste mesmo dia, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, fez críticas contundentes à privatização da RLAM, responsabilizando-a pela elevação dos preços da gasolina e do diesel na Bahia. Ele apontou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro como responsável pela venda da refinaria, que se tornou um ativo estratégico para o país.

Segundo Rui Costa, a unidade, considerada a primeira refinaria do Brasil, foi vendida para um fundo estrangeiro que não possui atuação na produção de petróleo no país, focando apenas no refino. Essa transação, segundo ele, trouxe consequências diretas para os consumidores baianos.

Histórico da venda

A venda da RLAM foi finalizada em outubro de 2021, quando a Petrobras negociou o ativo com o fundo árabe Mubadala por um montante de US$ 1,8 bilhão, durante o governo de Bolsonaro. Atualmente, a refinaria é administrada pela Acelen, e desde a privatização, os preços médios dos combustíveis na Bahia têm superado a média nacional, conforme dados recentes do mercado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou seu compromisso com a reestatização da RLAM e a criação de um sistema robusto de estoques, reafirmando a necessidade de um Brasil autônomo em termos de energia. As ações do governo visam não apenas corrigir os erros do passado, mas também fortalecer a economia nacional frente às incertezas do cenário global.

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