Lula isenta imposto e subsidia diesel para controlar alta do petróleo

Por Redação
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Na última quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou uma decisão significativa ao assinar um decreto que zera as alíquotas do PIS e do Cofins para a importação e comercialização do diesel. Além do decreto, o presidente também assinou uma medida provisória (MP) que estabelece uma subvenção ao diesel voltada para produtores e importadores. Essas iniciativas visam mitigar os impactos financeiros da alta do petróleo, que foi intensificada pela recente guerra no Irã.

Durante uma coletiva de imprensa realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, Lula declarou: “[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come.” Este discurso ressalta a preocupação do governo em proteger os consumidores e a cadeia de abastecimento alimentar.

Impacto nos preços

O corte nas alíquotas de impostos deverá resultar em uma redução de R$ 0,32 no preço do litro do diesel nas refinarias. Além disso, a subvenção destinada aos produtores e importadores deverá provocar um efeito similar, totalizando uma redução de até R$ 0,64 por litro, conforme estimativas do Ministério da Fazenda.

Entretanto, a concessão da subvenção estará condicionada à comprovação de que o benefício será repassado aos consumidores finais. Em adição, Lula anunciou que um novo imposto sobre a exportação de petróleo será criado com o intuito de financiar essa subvenção ao diesel, uma medida que visa garantir a sustentabilidade do programa.

A administração também está implementando estratégias de fiscalização e transparência para coibir o aumento abusivo nos preços dos combustíveis, evitando práticas especulativas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que a definição do que constitui um aumento abusivo será realizada por meio de critérios objetivos estabelecidos pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).

“Tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, como aumento abusivo no preço, isso será fiscalizado pela ANP, que utilizará critérios objetivos, resultantes de uma resolução da Agência”, observou Haddad. Ele também destacou que essas novas medidas não alterarão a política de preços da Petrobras, a qual continuará operando da mesma forma que atualmente.

Essas ações refletem a preocupação do governo em equilibrar a proteção ao consumidor com a estabilidade econômica, garantindo que os efeitos da crise internacional não sejam transferidos diretamente para a população brasileira.

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