ACM Neto critica preconceito do PT contra produtores e defende Seagri

Por Redação
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O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, destacou nesta sexta-feira (6) que o produtor rural enfrenta um “preconceito” por parte do Partido dos Trabalhadores (PT) e defendeu a implementação de mudanças nas políticas direcionadas ao setor agrícola da Bahia. As declarações foram feitas durante um evento em Ipiaú, que teve como foco a crise que afeta a produção de cacau no estado.

O encontro contou com a presença de lideranças políticas e representantes de 40 municípios baianos, incluindo Itacaré, Mirante, Caetanos, Itamari, Apuarema, Jaguaquara, Itiruçu, Maracás, Jitaúna, Jequié, Ilhéus, Itabuna, Ibirataia, Gandu, Barra do Rocha, Wenceslau Guimarães, Itagibá, Dário Meira, Itagi, Aiquara, Lafaiete Coutinho, Iramaia, Itaeté, Itapetinga, Boa Nova, Itapé, Ubaitaba, Lajedo do Tabocal, Brejões, Jussari, Maraú e Buerarema.

Estiveram também presentes o prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (União Brasil), e o prefeito de Itaeté, Zenildo Matos. O presidente do PL na Bahia, João Roma, os deputados estaduais Pedro Tavares, Robinho e Sandro Regis, além do deputado federal Leur Lomanto Jr, ex-prefeitos, vereadores e representantes da sociedade civil também marcaram presença no evento.

O encontro foi caracterizado pela participação ativa de produtores rurais, representantes do setor agrícola e líderes regionais, todos preocupados com os impactos da crise sobre a economia da região cacaueira.

Durante seu discurso, ACM Neto afirmou que os produtores enfrentam uma série de obstáculos estruturais que comprometem o setor no Brasil. Ele criticou as condições impostas ao agronegócio ao longo das últimas décadas, afirmando: “As razões da queda abrupta e descontrolada do preço do cacau não são recentes. Elas são estruturais, pois, nas últimas duas décadas, o Brasil foi predominantemente governado pelo PT. Comparando as condições de produção do Brasil com outros países, a conclusão é clara: o produtor aqui é um herói”.

O ex-prefeito ressaltou que os agricultores lidam com elevados custos e burocracias que afetam a competitividade do setor. “O produtor enfrenta todo o custo da mão de obra, uma carga tributária que sobrecarrega nossa economia e a insegurança jurídica de regras que mudam constantemente. A burocracia, tanto a nível estadual quanto federal, é um desafio. Sabemos como é difícil conseguir uma licença na Bahia”, declarou.

Além disso, ACM Neto expressou sua visão de que existe um preconceito em relação ao agronegócio promovido pelo PT. “O produtor enfrenta o preconceito decorrente de uma visão equivocada e enviesada do PT, e não hesito em apontar isso”, afirmou.

Durante o evento, o ex-prefeito também expôs suas propostas para a condução da política agrícola do estado, caso chegue ao governo. Ele enfatizou que a Secretaria da Agricultura não será utilizada como instrumento de negociação política, criticando a gestão da pasta pelo PT. “A Seagri não será colocada numa bandeja de negociação política com nenhum partido. Comprometo-me a dialogar com pequenos, médios e grandes produtores, assim como com sindicatos e a Federação da Agricultura, para criar um canal de comunicação aberto e contínuo”, garantiu.

O encontro em Ipiaú ocorreu em um contexto de crescente preocupação entre os produtores da região sul da Bahia, que enfrentam uma crise marcada por oscilações de preços, aumento de custos e dificuldades estruturais na produção de cacau. As lideranças presentes ressaltaram a necessidade urgente de elaborar políticas públicas e ações emergenciais que assegurem a sustentabilidade econômica do setor, historicamente vital para a economia regional. A crise gerou um sentimento de abandono entre agricultores e cooperativas, que relatam a ausência de medidas efetivas por parte do governo estadual para enfrentar os desafios da produção.

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