Advogado critica prisão de Lulinha e classifica ato como “burrice”

Por Redação
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O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que é coordenador do Grupo Prerrogativas e conselheiro jurídico de Fábio Luís Lula da Silva, popularmente conhecido como Lulinha, fez duras críticas ao pedido de prisão preventiva apresentado pela deputada federal Coronel Fernanda, do PL de Mato Grosso. Em uma entrevista concedida à coluna do Metrópoles, o advogado descreveu a iniciativa como uma ação “burrice”.

“Deus limitou a inteligência, mas não fez o mesmo com a burrice. Como deputada, ela deveria ter ciência de que não existe base legal para um pedido de prisão, já que Lulinha sequer está sob investigação”, afirmou Marco Aurélio, enfatizando a falta de fundamento na solicitação da parlamentar.

O advogado ainda ressaltou que a proposta da deputada parece ter como objetivo criar distrações e factoides, visando desgastar a imagem do Partido dos Trabalhadores (PT) no cenário eleitoral. Para ele, a movimentação de Coronel Fernanda se insere em uma estratégia mais ampla de ataque à imagem dos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A parlamentar Coronel Fernanda apresentou um requerimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, solicitando não apenas a prisão de Lulinha, mas também a do irmão do presidente, conhecido como Frei Chico. A deputada argumenta que há um “risco concreto de fuga e de frustração da aplicação da lei penal”, especialmente após a informação de que Lulinha teria viajado para Madri, onde reside atualmente.

O pedido de prisão preventiva levanta questões sobre a legalidade e a motivação por trás da ação da deputada. Muitos analistas políticos observam que esse tipo de movimentação pode ser lida como uma tentativa de desviar a atenção de questões mais relevantes, além de provocar um embate político que, em última análise, não possui fundamentos sólidos.

Em um momento em que o debate político está acirrado no Brasil, a figura de Lulinha e a sua relação com o ex-presidente Lula continuam a ser alvo de polêmicas. Para Marco Aurélio de Carvalho, a iniciativa da deputada não apenas carece de embasamento jurídico, mas também pode ser vista como uma manobra para alimentar a polarização e os conflitos que marcam o atual cenário político do país.

Assim, a abordagem adotada por Coronel Fernanda é questionada não só em termos de sua legalidade, mas também em relação à sua eficácia dentro do contexto eleitoral. O debate sobre a prisão preventiva de Lulinha continua, e novas reações podem surgir conforme o tema avança nas discussões da CPMI e na opinião pública.

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