O pré-candidato ao Senado pelo Republicanos, Marcelo Nilo, revelou que poderá concorrer de maneira independente a uma das duas vagas disponíveis, caso não concorde com o nome escolhido para a vice na chapa liderada por ACM Neto (do União Brasil). Nilo, que já ocupou o cargo de presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, afirmou que aguardará a definição prometida por Neto até março. Essa decisão, segundo ele, será crucial para seu futuro político nas eleições de 2026.
O ex-deputado deixou claro que sua desistência em prol de uma candidatura não será considerada, a menos que o escolhido seja o deputado federal Márcio Marinho (do Republicanos). Caso contrário, Nilo sinalizou que poderá entrar na disputa ao Senado por conta própria, mesmo mantendo um alinhamento político com o ex-prefeito de Salvador.
Essas declarações evidenciam um desconforto interno na base oposicionista e aumentam a pressão sobre Neto na formação da chapa majoritária. Nilo defende que uma eventual candidatura independente não representará um rompimento, embora admita que não subirá no mesmo palanque que algumas lideranças que atualmente fazem parte do grupo.
Ao explicar seu posicionamento, o parlamentar destacou que sua avaliação se baseia na densidade eleitoral dos possíveis nomes que podem ser escolhidos. Ele planeja, inclusive, utilizar pesquisas para medir o apelo do candidato selecionado junto ao eleitorado baiano antes de tomar uma decisão conclusiva.
Quando questionado sobre a possibilidade de prefeitos do interior serem citados como alternativas para a vice, Nilo optou por não comentar especulações. Ele se limitou a afirmar que a escolha do vice cabe exclusivamente a ACM Neto, a quem comparou a um “técnico” responsável por escalar o melhor time para a disputa.
Esse cenário revela uma dinâmica interna complexa entre os aliados de Neto e ressalta a importância do processo de escolha para a montagem da chapa. A tensão entre os pré-candidatos pode influenciar não só a escolha do vice, mas também o rumo das alianças políticas que se formarão até as eleições. Marcelo Nilo parece estar preparado para contornar os desafios e, se necessário, seguir seu próprio caminho, o que poderá gerar novas movimentações dentro do quadro político baiano.


