Ciro classifica promessa da ponte Salvador-Itaparica como “caricatura” do PT

Por Redação
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Ciro Gomes (PSDB), ex-ministro da Integração Nacional e ex-governador do Ceará, criticou severamente a gestão política do PT na Bahia, utilizando a promessa da ponte Salvador–Itaparica como um exemplo emblemático do que ele considera o esgotamento do projeto petista no estado. A afirmação foi feita na manhã desta quinta-feira (5), durante uma coletiva de imprensa realizada em Irecê, onde participou do evento “SOS Bahia: Caminhos para transformar a realidade do semiárido baiano”.

O encontro, promovido pela Fundação Índigo, associada ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), também contou com a presença do ex-governador baiano Paulo Souto. Durante as entrevistas com os jornalistas, Ciro enfatizou que a construção da ponte, anunciada há mais de dez anos, simboliza a repetição de promessas sem nenhuma execução efetiva.

“Desde que me conheço por gente, essa turma do PT promete a ponte de Itaparica. Isso se tornou uma caricatura”, declarou. Em um tom incisivo, o ex-ministro lamentou que o cenário político na Bahia esteja dominado por disputas internas que não resultam em avanços significativos para a população. “É um abuso de poder. Eles brigam entre si, mas se unem apenas para manter o controle, sem um projeto, sem uma estratégia e sem um compromisso real com o futuro”, criticou.

A ligação entre Salvador e a Ilha de Itaparica foi oficialmente anunciada em 2009, quando o então governador Jaques Wagner (PT) prometeu apresentar o projeto ao governo federal. Mais recentemente, o governo estadual começou a trabalhar com a expectativa de que as obras se iniciassem em junho de 2026. Em 2025, foi criada uma secretaria extraordinária específica para o sistema viário da ponte, que incluiu novos cargos.

Durante o evento em Irecê, Ciro Gomes também abordou o panorama eleitoral, elogiando ACM Neto, que é considerado um pré-candidato ao governo da Bahia. “Acredito que Neto representa um sopro de modernidade, competência e seriedade”, afirmou. Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma candidatura própria, o ex-ministro respondeu que ainda está avaliando a situação. “Estou ouvindo, refletindo e tentando entender onde posso ser mais útil”, concluiu.

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