Lula propõe a Trump sentar e definir a relação entre os países

Por Redação
3 Min

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, em uma entrevista à TV Aratu na última sexta-feira (6), sua intenção de reconfigurar a relação entre o Brasil e os Estados Unidos. O encontro com o ex-presidente Donald Trump, agendado para março em Washington, é visto por Lula como uma oportunidade crucial para um diálogo direto entre as duas nações.

“Eu disse ao Trump que chegou o momento de nos sentarmos, apertarmos as mãos, olharmos um nos olhos do outro e definirmos a nossa relação”, afirmou o presidente durante a entrevista.

Ainda em sua conversa com a emissora, conforme reportado pelo Estadão, Lula expressou seu apoio à criação de um Conselho da Paz dedicado à Faixa de Gaza. No entanto, ele defendeu que essa iniciativa deve incluir representantes palestinos e ser restrita apenas ao conflito naquela região, destacando a importância de uma abordagem equitativa e inclusiva nas negociações de paz.

Além dos temas internacionais, o presidente também comentou de forma leve as disputas internas no governo, envolvendo os ministros Fernando Haddad e Rui Costa. Segundo Lula, as divergências entre eles estão relacionadas ao controle e à liberação de recursos do orçamento federal. Para ele, essas discussões fazem parte da dinâmica natural de um governo e são essenciais para o funcionamento do Estado.

Lula ressaltou a importância do diálogo e da construção de uma agenda positiva entre o Brasil e os Estados Unidos, enfatizando que o relacionamento entre os países deve ser pautado pela abertura e pela cooperação mútua. Para o presidente, as conversas diretas são fundamentais para superar desavenças passadas e estabelecer um futuro mais harmonioso.

Ao abordar as questões internas do governo, Lula demonstrou confiança na capacidade de seus ministros de resolverem suas diferenças de maneira construtiva. Ele acredita que essas disputas são normais em qualquer administração e que a busca por consensos é o que fortalece a equipe e, consequentemente, o governo.

Por fim, a expectativa é que o encontro com Trump em março não apenas abra novas portas para a diplomacia entre os dois países, mas também reflita um Brasil mais ativo e engajado nas questões globais, sempre buscando um papel de liderança e paz nas relações internacionais.

Curtiu? Siga o Candeias Mix nas redes sociais: Twitter, Facebook, Instagram, e Google Notícias. Fique bem informado, faça parte do nosso grupo no WhatsApp e Telegram.
Compartilhe Isso