Apesar de o PSD estar em discussão sobre a possibilidade de lançar três nomes para a Presidência da República, o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, admitiu nesta sexta-feira (30) que está considerando deixar o cargo de secretário estadual de Governo de São Paulo. Essa decisão se deve principalmente ao calendário eleitoral e às demandas que surgem dentro do partido. Kassab faz parte da equipe do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos.
Em suas declarações, o dirigente enfatizou que a decisão final será tomada em conjunto com o governador. “Acredito que sim [deixarei o governo]. Mas isso é algo que irei discutir com o governador Tarcísio. Posso optar por deixar ou não. Não tenho projetos pessoais em mente, estou totalmente integrado ao governador Tarcísio, e na hora certa iremos avaliar onde poderei ser mais útil”, afirmou.
Kassab também sublinhou que seu compromisso com a organização do partido em um ano eleitoral tem demandado bastante tempo, o que pode dificultar a conciliação com as responsabilidades no Executivo paulista. “A questão partidária tem consumido muito do meu tempo. Consegui balancear até o momento, mas veremos se durante as eleições conseguirei manter essa compatibilidade. Existe a possibilidade de eu sair, mas também de ficar. Não vejo problema em nenhuma das opções”, completou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de compor a chapa de reeleição de Tarcísio de Freitas em 2026 como candidato a vice-governador, Kassab manifestou um olhar positivo sobre essa possibilidade, ressaltando que a decisão caberá ao atual chefe do Executivo estadual. Atualmente, o cargo é ocupado por Felício Ramuth, também do PSD, que foi prefeito de São José dos Campos.
“Sobre a vice, como mencionei anteriormente, assim como sobre os candidatos ao Senado, ele será o responsável por coordenar essas escolhas. É claro que o partido participará da chapa majoritária, mas sob a liderança dele. Tarcísio terá a liberdade de fazer essa escolha, como líder da coligação. Vamos aguardar os próximos passos, mas seria uma honra muito grande”, afirmou o presidente do PSD.

