O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) voltou a se pronunciar sobre as movimentações no cenário político da Bahia e as articulações que se intensificam para as eleições de outubro. Em uma postagem realizada nesta quinta-feira (29) em seu perfil no Instagram, o emedebista, que é aliado do governo estadual, levantou a possibilidade de que o deputado Marcelo Nilo fique de fora da chapa de oposição, apesar de sua atuação recente e significativa dentro do grupo.
Geddel elogiou publicamente o desempenho de Nilo como membro da oposição, mas também expressou sua preocupação de que o parlamentar possa ser descartado na formação final da chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que é pré-candidato ao governo da Bahia. Marcelo Nilo, que já presidiu a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) por aproximadamente dez anos, se posiciona como uma opção viável para disputar uma vaga ao Senado.
O ex-ministro ainda fez uma análise do histórico recente de alianças formadas por Neto, sugerindo que os compromissos estabelecidos anteriormente nem sempre têm sido cumpridos. Filiado atualmente ao Republicanos, Marcelo Nilo não conseguiu se reeleger como deputado federal em 2022 e, segundo pessoas próximas, ingressou no grupo oposicionista com a expectativa de integrar a chapa majoritária nas eleições vindouras.
“Ele tem conquistado as credenciais necessárias para integrar a chapa do ex-prefeito que disputará as próximas eleições. Entretanto, conhecendo o histórico do ex-prefeito, estou convencido de que ele pode rifar Marcelo Nilo, o que seria, considerando os serviços prestados por Nilo, uma traição do mesmo porte da que foi perpetrada contra José Ronaldo em 2022”, escreveu Geddel, acompanhando suas palavras de uma foto de Nilo.
Enquanto as definições em torno da chapa de oposição vão se concretizando, ACM Neto deve repetir sua candidatura ao governo, enquanto o ex-ministro João Roma (PL) surge como um dos nomes mais cotados para a disputa ao Senado. A segunda vaga ao Senado permanece indefinida e conta com uma lista de postulantes, incluindo o próprio Marcelo Nilo, além de Márcio Marinho (Republicanos), Adolfo Viana (PSDB) e o senador Angelo Coronel, que atualmente está alinhado à base governista.
No que diz respeito à função de vice-governador, a tendência é que o PSDB indique um de seus quadros para a posição. Nos bastidores, ACM Neto chegou a considerar o nome do prefeito de Jequié, Zé Cocá, para a indicação, mas este já sinalizou apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

