Capitão Alden, deputado federal, expressou sua preocupação em relação ao tratamento do Partido Liberal (PL) no cenário oposicionista da Bahia, especialmente em relação ao grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, do União Brasil. Essa avaliação foi compartilhada durante uma entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da Antena 1 Salvador (100.1 FM).
O parlamentar destacou que, apesar da relevância eleitoral e da capacidade de mobilização do PL, a sigla não tem sido adequadamente incluída nas decisões estratégicas da oposição estadual. “O que tenho observado é que o PL está sendo escanteado. O partido tem servido apenas como suporte para o fundo eleitoral, tempo de rádio e TV, e para a mobilização das massas que vão às ruas. Atualmente, o PL se revela como a única força que consegue atrair milhares de pessoas, que se alinham com pautas conservadoras. […] O Centrão, especialmente o União Brasil, está buscando essa base conciliadora. O que acontecerá com o PL na Bahia? Quais são as propostas concretas e reais de ACM Neto para essa base? A união é apenas para derrotar o PT? O que será entregue após essa união?”, questionou.
Alden afirmou que a insatisfação se estende além dos bastidores e já é perceptível por sua base eleitoral. Segundo ele, temas sensíveis, como a segurança pública, deveriam ocupar um papel central na construção da aliança. “Meu eleitorado está atento a isso e está me cobrando. Não aceitarei mais sentar à mesa sem levar propostas que atendam ao meu eleitorado. Quando não possuo apoio na majoritária, que era meu desejo, o PL perde votos, o que dificulta a eleição de deputados federais e estaduais. O Bolsonaro deixou claro que precisamos eleger mais deputados e senadores. O que percebo é que o PL funciona como abrigo para candidatos que não são conservadores. Todos tentam migrar para o PL. Eles estarão comprometidos com nossas ideias? Quais serão as entregas reais que nos farão?”, disse.
O deputado também comentou sobre as dificuldades na organização de atos contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado, relacionando o contexto local com as eleições de 2026. Segundo ele, a Bahia apresenta desafios estruturais e políticos para o bolsonarismo. “Nos estados, como a Bahia, enfrentamos uma dificuldade muito maior na organização desses movimentos. Primeiro, pela extensão territorial. Temos um estado em que, dos 417 municípios, apenas dois votaram de maneira significativa no ex-presidente Jair Bolsonaro”, ressaltou.

