Toffoli mantém relatoria do caso Banco Master apesar das críticas no STF

Por Redação
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), apesar das críticas que vêm de diversos setores, tanto internos quanto externos, reafirma que não tem intenção de se afastar da relatoria das investigações sobre as fraudes financeiras associadas ao Banco Master. Essa informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo.

Conforme a reportagem, Toffoli argumenta que não existe justificativa legal que o impeça de continuar no caso, nem motivos de foro íntimo que indicariam a necessidade de seu afastamento. O ministro acredita que seu posicionamento não se enquadra nas definições do Código de Processo Penal, que abordam temas como vínculos familiares, participação anterior no processo ou interesses diretos na causa em questão.

Além disso, Toffoli minimizou as preocupações levantadas sobre uma viagem de jatinho que fez com um dos advogados envolvidos no caso e sobre a parceria de seus irmãos com um fundo vinculado ao Banco Master. Ele garantiu que essas circunstâncias não afetam sua capacidade de atuar de maneira imparcial.

Um dos principais argumentos que sustentam sua permanência na relatoria, de acordo com informações obtidas pela Folha, é o impacto jurídico que um eventual afastamento poderia causar. Caso ele se declarasse suspeito ou impedido, todas as decisões já tomadas, incluindo depoimentos, acareações e mandados de busca, seriam anuladas. Isso resultaria no reinício da investigação, um cenário que Toffoli quer evitar a todo custo.

A condução do processo, entretanto, tem sido alvo de severas críticas por parte da Polícia Federal, do Banco Central, da Procuradoria-Geral da República e até mesmo de alguns membros do STF. Segundo a reportagem, a crise de imagem na Corte é reconhecida internamente, e entre os pontos mais controversos estão o regime de sigilo imposto ao inquérito, decisões tomadas durante o recesso e desavenças com a PF, que envolvem a escolha de peritos e o acesso às provas.

Adicionalmente, a Folha de S.Paulo aponta que o presidente do STF, Edson Fachin, enfrenta dificuldades em gerenciar o desgaste institucional sem provocar um aumento nas tensões internas. O caso também trouxe à tona questões delicadas relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes, após uma reportagem do Globo revelar que o escritório de advocacia de sua esposa mantinha um contrato milionário com o Banco Master. Moraes negou qualquer interferência referente ao Banco Central, mas a situação continua a gerar discussões acaloradas na esfera judicial.

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