Damares menciona igrejas em fraude do INSS e provoca reação de Silas Malafaia

Por Redação
3 Min

Damares Alves, senadora pelo Republicanos, gerou polêmica com suas declarações sobre a suposta participação de igrejas evangélicas em fraudes direcionadas a aposentados do INSS. A fala da parlamentar foi respondida de forma incisiva pelo pastor Silas Malafaia nesta quarta-feira (14), que exigiu que a senadora apresentasse nomes e provas concretas das acusação.

Em uma entrevista concedida ao SBT News, Damares afirmou que investigações em curso revelaram a presença de instituições religiosas e líderes evangélicos envolvidos em esquemas de corrupção que teriam causado prejuízos significativos aos beneficiários da Previdência Social. A senadora relatou que existe uma pressão para que as investigações não avancem quando as figuras envolvidas são proeminentes no meio religioso. “Estamos identificando igrejas que estão nos esquemas de fraudes aos aposentados. Certos pastores pedem que não se investigue para não desiludir os fiéis”, afirmou.

As declarações de Damares provocaram uma imediata reação entre as lideranças evangélicas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Silas Malafaia denunciou a gravidade das acusações e exigiu esclarecimentos públicos. “Uma acusação dessa magnitude e a senhora não fornece os nomes dos grandes líderes evangélicos e das grandes igrejas envolvidas na corrupção do INSS? Ou você apresenta os nomes ou isso é uma acusação leviana”, disparou.

O pastor ainda criticou o que considerou uma generalização do segmento evangélico. “Já não bastassem os ataques externos, agora vem alguém que se diz evangélica fazer uma denúncia tão grave sem apresentar provas. Isso prejudica a imagem da igreja como um todo”, acrescentou.

As investigações da Polícia Federal indicam que o esquema de fraudes no INSS pode ter desviado cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

Após a repercussão das declarações, Damares divulgou uma lista de requerimentos apresentados por integrantes da CPMI do INSS, que abordam exatamente esse tema. Os pedidos incluem quebras de sigilo, convocações e convites para que igrejas e líderes religiosos compareçam, baseando-se em indícios encontrados em relatórios de inteligência financeira e dados fiscais.

Em uma nota, a senadora expressou que a possível participação de instituições religiosas em fraudes causa um “profundo desconforto e tristeza”, mas enfatizou que a comissão tem a responsabilidade constitucional de apurar os fatos de maneira rigorosa e embasada.

Mesmo após a divulgação dos requerimentos, Malafaia voltou a criticar a postura da senadora e minimizou a relevância das informações apresentadas. Para ele, os nomes citados não correspondem a grandes igrejas ou a líderes de destaque nacional, o que, segundo o pastor, não sustenta a gravidade das acusações feitas publicamente.

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