Jaques Wagner nega negociação de cargos para manter Angelo Coronel na base

Por Redação
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No último domingo (11), durante um evento em Salvador, o senador Jaques Wagner (PT-BA) refutou as especulações sobre possíveis articulações relacionadas à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e à vaga de vice-governador na chapa do candidato Jerônimo Rodrigues (PT). Essas conjecturas surgiram em meio à discussão sobre o futuro político do senador Angelo Coronel (PSD) e sua manutenção na base governista.

Rumores recentes sugeriram que a esposa de Angelo Coronel, Eleusa Coronel, poderia ser uma candidata a vice na corrida pelo governo da Bahia, marcada para outubro. Essa possibilidade colocaria em risco a permanência do atual vice-governador, Geraldo Júnior (MDB). Outro ponto debatido foi o suposto apoio do governo à candidatura do deputado estadual Angelo Coronel Filho (PSD) à presidência da Alba, o que poderia inviabilizar a reeleição da atual presidente, Ivana Bastos (PSD).

Em uma coletiva de imprensa, Wagner se mostrou cético em relação às especulações e afirmou que nunca houve qualquer negociação sobre esses temas nas conversas políticas que participou. “Nunca negociei. Em todas as conversas que tive, não passou por isso. A família até disse que não tem interesse em vice”, declarou ele, desqualificando os boatos que circulam nos bastidores.

Além disso, o senador ressaltou que a escolha do comando da Assembleia Legislativa deve ocorrer por meio de uma eleição interna e secreta. “A presidência da Assembleia depende de uma eleição secreta dentro da Assembleia, no ano que vem, que será uma composição diferente dessa. Então, eu acho que colocar isso na mesa é inócuo, não tem sentido. Vamos resolver essa questão dentro da chapa mesmo, sem mexer em outros cantos”, finalizou Wagner, deixando claro que qualquer decisão deve ser tomada de forma transparente e dentro dos parâmetros estabelecidos pela própria Assembleia.

Essas declarações de Jaques Wagner ecoam em um cenário político conturbado, onde alianças e desavenças estão sempre à espreita. A dinâmica entre os partidos e a busca por cargos estratégicos, como o de vice-governador e a presidência da Assembleia, continuam a ser assuntos de interesse público, especialmente em um ano eleitoral. Com a proximidade das eleições, as movimentações políticas tendem a se intensificar, e os eleitores permanecem atentos às estratégias que poderão moldar o futuro político da Bahia.

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