Presidentes da Câmara e do Senado ausentes em ato pela democracia em 8 de janeiro

Por Redação
3 Min

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, confirmaram que não participarão do ato em defesa da democracia programado para esta quinta-feira. Essa cerimônia, que remete aos ataques golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023, evidencia o distanciamento do Congresso Nacional em relação à simbologia dessa data.

Vale ressaltar que não é a primeira vez que o Legislativo se ausenta de uma cerimônia desse tipo. O ato inaugural, realizado em 2024 no Salão Negro do Congresso Nacional, contou apenas com a presença do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), justificou sua falta por problemas de saúde. Em 2025, quando o evento foi realizado no Palácio do Planalto, Lira novamente não compareceu, e Pacheco também se ausentou.

Para este ano, Hugo Motta deve justificar sua ausência por compromissos pessoais, enquanto Davi Alcolumbre permanecerá no Amapá, onde cumpre uma agenda de trabalho que já estava agendada. No entanto, nos bastidores, parlamentares comentam que a falta dos líderes do Legislativo pode refletir uma visão de que o evento possui um caráter político-partidário, especialmente por ocorrer em um ano eleitoral. Essa percepção contribui para o afastamento do Congresso da cerimônia.

Outro aspecto que tem sido discutido entre os parlamentares é a expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveite a cerimônia para formalizar o veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, que foi aprovado pelo Legislativo e que propõe a redução das penas para condenados pelos atos golpistas. Essa possibilidade de veto gera um clima de incerteza e controvérsia entre os legisladores, que se sentem inseguros quanto às implicações políticas que essa decisão pode acarretar.

A ausência de figuras tão proeminentes do cenário político nacional no ato levanta questões sobre a disposição do Congresso em se alinhar a eventos que promovem a democracia e a estabilidade institucional. Enquanto isso, a sociedade civil observa atentamente, esperando que os representantes eleitos se comprometam com a defesa dos valores democráticos, especialmente em momentos críticos como os que foram vivenciados em janeiro de 2023.

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