Moraes defende decisão após STF negar transferência de Bolsonaro a hospital

Por Redação
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) expressou forte descontentamento em relação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou, na terça-feira (6), o pedido para transferir o ex-chefe do Executivo para um hospital em Brasília.

De acordo com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente sofreu uma queda na madrugada, durante seu período na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, e acabou batendo a cabeça em um móvel da cela onde está detido.

O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, declarou que a defesa buscará “as medidas legais cabíveis” em resposta à decisão de Moraes. Ele argumentou que essa negativa representa uma violação dos direitos fundamentais de Bolsonaro. Segundo Bueno, a negativa não apenas infringe direitos, mas também fere o princípio da dignidade da pessoa humana, que deve ser respeitado em qualquer circunstância.

A defesa argumenta que o caso de Bolsonaro requer a realização de exames laboratoriais adequados, uma vez que, conforme afirmam os advogados, traumas cranianos não podem ser avaliados apenas por meio de exames clínicos nas dependências da Polícia Federal. Além disso, a equipe de defesa fez uma comparação entre a situação atual de Bolsonaro e a do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que está cumprindo prisão domiciliar. Essa comparação visa reforçar a argumentação de que Bolsonaro também merece condições mais humanitárias durante sua detenção.

O cirurgião Cláudio Birolini, que está supervisionando o acompanhamento médico de Bolsonaro, confirmou em entrevista à CNN Brasil que o ex-presidente sofreu um traumatismo craniano leve em decorrência da queda. Essa confirmação médica levanta preocupações sobre a adequação do local onde Bolsonaro está detido, uma vez que a gravidade da situação requer um tratamento mais especializado e acompanhamento médico regular.

A continuidade da detenção de Bolsonaro sob tais circunstâncias se torna um ponto de tensão entre a defesa e o sistema judiciário. A equipe legal do ex-presidente ressalta que as condições de saúde de seu cliente não podem ser ignoradas e exigem uma atenção especial. Para muitos, a questão envolve não apenas a saúde física de Bolsonaro, mas também a própria integridade do sistema judicial, que deve garantir que todos os detidos sejam tratados com dignidade e respeito.

À medida que a situação se desenrola, a defesa de Bolsonaro continua a buscar alternativas legais para garantir que seu cliente receba o atendimento médico necessário. A expectativa é que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias, à medida que a pressão sobre o STF e as autoridades competentes aumenta.

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