Sucessão no Ministério da Justiça provoca desgaste no governo Lula

Por Redação
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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está se preparando para enfrentar um possível desgaste político em meio às especulações sobre a sucessão de Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Essa transição, que se aproxima, tem gerado um clima de incerteza e discussões acaloradas dentro da equipe ministerial.

Entre os nomes mais cogitados para ocupar a pasta, ainda que de maneira interina, está o atual secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, que é considerado um braço direito de Lewandowski. No entanto, essa possibilidade não conta com o consenso de todos os integrantes da equipe. Informações veiculadas pela CNN revelam que uma certa resistência tem se manifestado em relação à indicação de Manoel, principalmente pela percepção de que ele teria trabalhado para se promover sem o conhecimento do próprio Lewandowski.

Essa situação gerou preocupações entre os servidores da pasta. Alguns membros admitiram que, caso a nomeação de Manoel se concretize, uma debandada de funcionários poderia ocorrer, prejudicando a continuidade dos trabalhos e a estabilidade da equipe. Por outro lado, pessoas próximas ao secretário-executivo rebatem essas alegações, afirmando que, se Lewandowski deixar o cargo, Manoel Carlos deve acompanhá-lo em sua saída do governo, descartando quaisquer manobras internas.

Além de Manoel, outras figuras começaram a ser mencionadas nas discussões sobre a sucessão, como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ex-governadores que poderiam assumir o posto. As especulações se intensificam à medida que abril se aproxima, um mês que pode trazer uma série de mudanças em diversos ministérios. Isso se deve ao prazo de desincompatibilização que pesa sobre ministros que planejam disputar as eleições de outubro.

Aliados no Palácio do Planalto também analisam a possibilidade de que, em 2026, Lula opte por desmembrar novamente o ministério, recriando a pasta exclusiva da Segurança Pública. Essa estrutura já existiu no governo Michel Temer, quando foi liderada por Raul Jungmann. Essa movimentação pode refletir a busca do governo por maior eficácia e foco nas questões de segurança, um tema sempre em evidência nas agendas políticas.

Com todas essas incertezas, o governo de Lula deve se preparar para lidar tanto com as expectativas de mudanças quanto com os impactos que essas transições podem ter na administração pública. A capacidade de gerir a equipe e de manter a estabilidade política se torna crucial neste momento delicado.

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