Coronel considera rever apoio ao governo se for preterido em 2026

Por Redação
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O senador Angelo Coronel (PSD) intensificou suas cobranças por um espaço na chapa governista visando as eleições de 2026, e deixou claro que sua permanência na base não está garantida, caso seu partido seja excluído da composição majoritária. Em uma entrevista concedida à rádio Andaiá FM nesta sexta-feira (28), ele abordou sua candidatura à reeleição como um desdobramento lógico da relevância do PSD tanto na Bahia quanto em nível nacional.

Coronel destacou que a liderança da sigla, incluindo figuras como Otto Alencar e o presidente nacional Gilberto Kassab, já expressou apoio à renovação de seu mandato. “O que sei é que Otto, Kassab e os deputados falam sobre a recondução do meu nome para eu continuar sendo senador. Isso é um direito que me pertence como senador eleito pelo PSD, e não há motivo para o partido abrir mão de uma candidatura natural para atender a desejos de qualquer outra sigla”, afirmou.

O senador reiterou que a força eleitoral do PSD impede que a sigla seja considerada um mero coadjuvante na formação da chapa liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues. “A balança eleitoral é fundamental. Não desmereço nenhum partido, mas é importante ressaltar a grandeza do PSD. Um partido robusto como o nosso não abrirá mão de uma candidatura natural. O que posso afirmar é que Angelo Coronel será candidato à reeleição”, disse.

Ele também recordou o desempenho de Otto Alencar nas eleições de 2022, quando o senador obteve mais votos que o próprio candidato ao governo: “Na última eleição, quem puxou Jerônimo foi Otto Alencar. Tanto que Otto foi mais votado que Jerônimo.”

A possibilidade de o PT formar uma chapa composta apenas por nomes da própria sigla gerou a declaração mais direta de Coronel até o momento. O senador afirmou que, se o PSD for ignorado, ele buscará dialogar com a oposição, incluindo ACM Neto. “Essa hipótese pode existir. Contudo, é evidente que eu vou me reunir com aqueles que nos apoiam — prefeitos, deputados, amigos e lideranças — para tomar uma decisão. Se não estivermos na chapa do governo, qual será a opção mais viável? Lançar uma candidatura independente ou aliar-me ao ex-prefeito ACM Neto? Minhas portas estão abertas, e mantenho boas relações tanto com o grupo do União Brasil quanto com o PT”, afirmou.

Coronel reiterou que continuará a defender uma vaga dentro de seu próprio partido e criticou a ideia de que legendas aliadas sejam ignoradas na formação do próximo arranjo eleitoral. “Não considero aceitável essa proposta de chapa puro-sangue. Isso implica que os outros partidos da aliança não têm valor? Eles servem apenas para somar e nada mais? Isso, comigo, não funcionará. O próprio Otto não abrirá mão disso”, concluiu.

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