Na última quinta-feira (28), uma operação de grande escala foi realizada com foco em postos de combustíveis, distribuidoras, fintechs e usinas sucroalcooleiras, todas acusadas de participar de esquemas de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital). No entanto, o governo Lula decidiu não criar uma agência especial dedicada a combater o crime organizado, especificamente mafiosos.
A proposta de uma nova agência foi discutida internamente no Ministério da Justiça, mas acabou sendo descartada devido à resistência apresentada pela Polícia Federal e à avaliação de que um órgão exclusivo não se mostra necessário. Um integrante da alta cúpula do ministério declarou que o verdadeiro desafio enfrentado pelo Brasil não reside em grupos terroristas ou mafiosos, mas nas facções prisionais e criminosas que operam em diversas regiões do país. “O desafio no Brasil não são grupos terroristas ou máfias, que não existem, mas sim o grave problema das facções prisionais e criminais”, comentou a fonte.
De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Justiça, todas essas organizações criminosas têm suas identidades e áreas de atuação plenamente conhecidas. A operação recente, segundo a pasta, enfatiza a importância da coordenação entre diferentes níveis de governo e órgãos de segurança pública. Além disso, destaca a necessidade urgente de aprovação da PEC da Segurança Pública, que atualmente se encontra em tramitação no Congresso Nacional.
Essa estratégia do governo reflete uma visão mais ampla sobre a questão da segurança pública no Brasil. Em vez de focar apenas em ações pontuais contra mafias ou organizações específicas, o ministério busca uma abordagem integrada, que considere as dinâmicas complexas do crime organizado no país. As facções, que atuam de maneira articulada e muitas vezes infiltram-se em diversas áreas da sociedade, exigem uma resposta mais robusta e coordenada.
A decisão de não criar uma agência especial também indica a confiança do governo nas estruturas já existentes, como a Polícia Federal, que pode desempenhar um papel crucial na desarticulação dessas redes criminosas. A aposta na colaboração entre diferentes órgãos e na utilização de informações compartilhadas poderá fortalecer a luta contra o crime organizado.
Por fim, o governo Lula reafirma seu compromisso com a segurança pública, trabalhando para implementar estratégias que não apenas combatam as manifestações do crime organizado, mas que também promovam uma verdadeira mudança nas condições sociais que favorecem o seu crescimento. A eficácia das ações de segurança dependerá, portanto, da capacidade do estado em responder de forma integrada e planejada aos desafios impostos por essas facções.