Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), anunciou que organizou um bolão da Mega-Sena da Virada em colaboração com Jair Bolsonaro e Mosart Aragão Pereira, um ex-assessor do ex-presidente. Os três conseguiram acertar a quadra no sorteio que ocorreu na quinta-feira, dia 1º.
Segundo Renato, entre os quatro números que acertaram, está o número 13, tradicionalmente associado ao PT nas eleições. A aposta foi realizada no dia 20 de dezembro, conforme um bilhete que ele divulgou em suas redes sociais, data em que Jair Bolsonaro se encontrava detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Após ser internado no dia 24 de dezembro para a realização de procedimentos cirúrgicos, Jair Bolsonaro recebeu alta apenas na quinta-feira, data do sorteio da Mega da Virada. O ex-presidente ficou em observação e, após a liberação médica, se viu envolvido em mais um capítulo de sua conturbada trajetória política.
Na mesma semana em que o bolão foi anunciado, a defesa de Jair Bolsonaro fez um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a concessão de prisão domiciliar. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido, determinando a manutenção da prisão de Jair Bolsonaro na sede da Polícia Federal, onde ele permanece sob custódia.
A repercussão da aposta gerou debates entre os apoiadores e opositores de Jair Bolsonaro, especialmente pelo simbolismo do número 13. Para muitos, isso representa uma ironia, considerando a adversidade política e a rivalidade histórica entre Bolsonaro e o Partido dos Trabalhadores. A situação alimentou ainda mais a polarização que caracteriza o cenário político brasileiro atual.
Além disso, o envolvimento de Renato Bolsonaro e Mosart Aragão Pereira levanta questões sobre o papel da família Bolsonaro em eventos que se desenrolam fora do palácio presidencial. A relação entre os irmãos parece continuar forte, mesmo em meio a um contexto repleto de desafios legais e políticos.
A aposta e a subsequente celebração do acerto na quadra trouxeram um momento de leveza para a família Bolsonaro, que enfrenta uma fase crítica. No entanto, a situação se transforma rapidamente em um lembrete da complexa relação entre sorte, poder e política no Brasil.
