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Ala militar moderada se diz contra decisão de Bolsonaro de comemorar golpe de 1964

Foto: Reprodução

Integrantes da ala mais moderada das Forças Armadas têm dito que são contra a decisão do presidente Jair Bolsonaro de determinar ao Ministério da Defesa que prepare as “comemorações devidas” pelos 55 anos do golpe militar de 1964. As informações do Blog do jornalista Matheus Leão, do G1.

Segundo a publicação, causou desconforto entre esses militares, alguns de alta patente do Exército, Marinha e Aeronáutica, a ideia de que é necessário “comemorar uma velha ferida nacional”. Militares querem lembrar a data, mas não dar um tom de comemoração. Acham que isso pode ter o efeito oposto ao desejado.

O regime militar deixou números conhecidos, como os mais de 400 desaparecidos. Um relatório do “Projeto Brasil: Nunca Mais” registra também os relatos de tortura no período: 1.843 pessoas fizeram 6.016 denúncias de violações de direitos humanos, sendo 4.918 contra homens e 1.098 contra mulheres.

O entendimento de que é preciso respeitar a memória das vítimas daquele período, já que muitas das torturas e mortes foram produzidas em prédios públicos, sob o comando de agentes do Estado, não favorece apenas um lado da história, mas a sociedade brasileira como um todo.

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