Acompanhe as últimas notícias da Cidade de Candeias na Bahia com credibilidade na informação sobre política, esportes e ações policias da região.

- Advertisement -

Oposição usa caso Coaf e decreto sobre armas para pressionar Bolsonaro

© Agência Câmara

Os partidos de oposição começam a encontrar caminhos institucionais para atuar contra os vitoriosos nas eleições de outubro. O principal mote para os derrotados é o escândalo em torno das contas do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e de seu ex-assessor na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz. As informações são do site Metrópoles.

Descobertas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), as movimentações financeiras do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e de seu ex-subordinado ainda não foram explicadas pelos envolvidos. A falta de esclarecimentos ajuda os movimentos da oposição.

Na última sexta-feira (18/1), o PT protocolou na Procuradoria Geral da República (PGR) uma ação em que solicita manifestação do órgão sobre a suspensão das investigações das movimentações das contas de Queiroz, determinada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido de Flávio Bolsonaro.

Na ação, o partido também pede que a PGR dê suporte ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), “inclusive com a instituição de uma força-tarefa”, com a participação da Receita Federal e do Coaf, para fortalecer as investigações.

A oposição também tenta usar o escândalo para pressionar o governo no Congresso. Também na sexta-feira, depois da divulgação de que a conta de Flávio recebeu R$ 96 mil, em 48 depósitos de origem desconhecida, o deputado federal eleito Rogério Correia (PT-MG) se manifestou pelo Twitter sobre os próximos passos de seu partido: “Preparando a #CPIdoQueiroz”.

Mesmo ainda não sendo possível que a oposição tenha força política para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a eclosão do escândalo no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) fornece elementos para a criação de fatos políticos no Congresso. Permite também que parlamentares de quaisquer partidos negociem com o governo a ausência ou a retirada do nome da lista de apoio à investigação.

Para instalar uma CPI na Câmara, são necessárias 171 assinaturas. No Senado, a criação da comissão depende do apoio de 27 parlamentares. Uma CPI mista requer os mesmos números de deputados e senadores.

Contra as armas

Outra iniciativa oposicionista foi tomada pelo PCdoB, que entrou no Supremo Tribunal Federal com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o decreto, assinado pelo presidente, que facilita a posse de armas no Brasil.

Como justificativa, o partido alega que o decreto tratou de temas que dependeriam do Congresso para sofrer alterações. Paro o PCdoB, também, o texto contraria o Estatuto do Desarmamento. O PT também recorreu ao STF com uma ação contra o decreto do desarmamento.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.