Pai do menino atirado pela janela por madrasta: “Pensei que tinha jogado minhas roupas”

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O pai do menino de 6 anos que foi jogado pela madrasta do 4º andar, de um prédio em Maceió, disse não ter acreditado que a companheira seria capaz de atirar o filho pela janela. “Pensei que tinham sido as minhas roupas que ela tinha jogado”, disse em entrevista à TV Gazeta. Nesta segunda-feira (23), a mulher foi presa por tentativa de homicídio e confessou o crime.

De acordo com o G1, o menino foi internado com ferimentos no rosto e escoriações no corpo, e segundo o último boletim divulgado pelo Hospital Geral do Estado (HGE), o estado de saúde da criança é estável.

Em depoimento à polícia ambos deram versões diferentes para a briga que resultou no crime. Segundo a madrasta, durante a briga os dois filhos dela, um de 12 e outro de 14 anos, estavam na casa, assim como o filho do companheiro de seis anos. Ela disse que atirou o menino pela janela pois o marido havia agredido o filho dela. “Ele ficou ameaçando o meu filho, dizendo ‘vou matar seu filho’, meu filho de 14 anos. A gente dentro de casa discutindo, ele deu um murro que quebrou os meus óculos”, disse. “Eu disse a ele, se você matar o meu filho, eu mato o seu também. Foi na hora que eu peguei o filho dele e joguei”, relatou a madrasta.

Os dois adolescentes foram levados para casa de parentes, onde estão sendo assistido. De acordo com o conselho tutelar, eles receberão a visita de conselheiros nesta terça- feira (24) para avaliar a necessidade de receberem acompanhamento psicológico.

Já o pai do menino jogado pela janela disse que estava bebendo com a esposa, mas decidiu subir para o apartamento antes dela, já que a mulher queria continuar bebendo na área comum do condomínio em que moram, e colocou o filho para dormir. “A gente sempre brigava por causa de ciúmes, mas eu não imaginei que ela fosse capaz de fazer isso com o meu filho. A gente saiu para se divertir um pouco, bebeu. Eu subi para casa, dei banho nele, coloquei para deitar, tomei banho e fiquei aguardando ela subir, mas ela não subiu. Eu desci para ver se ela ainda estava por lá bebendo e a vi brigando com a própria colega”, disse o homem.

Na versão dele, a briga foi ocasionada por raiva da esposa que queria o apoio dele nesse momento. “A discussão foi entre elas. Ela ficou com raiva porque eu fiquei, praticamente, a favor da [outra] mulher. No momento que ela subiu, disse ‘vou matar ele agora’. Eu pensei que fosse comigo, mas não foi. Ela falou com o meu filho”.

“Na hora que ela entrou, eu escutei quando o filho dela disse ‘mãe, isso não’. Aí já escutei a zoada embaixo. Quando eu subi, ela não estava mais dentro de casa nem estava o meu filho deitado. Quando eu olhei pela janela, já ouvi o povo gritando”, lembra o pai da vítima.

Sobre a agressão e ameaças ao filho mais velho da esposa, o homem nega as acusações. “Mentira. Mentira. Isso ela quer inventar, que fazer inferno contra mim. Se ela disser que fui eu [que a agrediu], a gente faz um exame e comprova quem bateu nela”.

A madrasta da criança foi autuada em flagrante por tentativa de homicídio e vai passar por uma audiência de custódia nesta terça- feira (24), quando a Justiça vai decidir se ela continuará presa ou se poderá responder pelo crime em liberdade. “Não era para eu ter feito isso, porque eu acabei com a minha vida, com a vida dos meus filhos. Eu tenho que pagar pelo que fiz. Eu estou muito arrependida do que fiz com o menino, pedindo muito a Deus que ele saia dessa, porque ele não tinha culpa de nada”, afirmou a madrasta.

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