Líder espiritual suspeito de matar menina em ritual afirma que estava em transe

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A morte de Maria Fernanda Camargo, de 5 anos, foi reconstituída na segunda-feira (16), na cidade de Frutal, em Minas Gerais. Os avós, a tia e a mãe da criança, além de um líder espiritual que orientava a família, foram presos após a menina morrer queimada, em março deste ano, em ritual de evocação e incorporação de espíritos.

De acordo com o jornal O Globo, em depoimento, o líder espiritual afirmou que estava em transe durante o ritual e que nada se lembra do que aconteceu. Os outros envolvidos afirmaram à polícia que o homem teria banhado Maria Fernanda com uma mistura de álcool com ervas e, depois, ateado fogo no cabelo dela com uma vela.

A vítima teve quase 100% do corpo queimado e, devido à gravidade dos ferimentos, morreu no dia seguinte. O advogado José Rodrigo de Almeida, que defende a mãe, tia e os avós de Maria Fernanda, que também estavam no ritual, afirmou que o líder espiritual acendeu uma vela e se aproximou do cabelo da vítima.

“Agora nós temos uma noção melhor de como aconteceu. Pensávamos que havia velas no chão e elas teriam encostado na menina. Mas o líder espiritual acendeu uma vela e se aproximou do cabelo dela. Para mim essa foi a coisa mais esclarecedora da reconstituição”, disse o advogado, em entrevista ao O Globo.

Em outra ocasião, o advogado contou que o guia já havia sido procurado antes quando a tia e o tio da menina estavam internados com Covid. Ele realizou um ritual, que, na visão dos familiares, ajudou a curar a enfermidade dos dois. O religioso foi procurado mais uma vez, agora, para tratar Maria Fernanda de uma tosse.

“A Maria Fernanda vinha doente. Consultou com médico, com outro, com outro, mas ela continuava com uma espécie de gripe, uma tosse que não passava, e disse para a mãe que não aguentava mais. Então, ela chamou o guia espiritual para fazer o que foi feito quando a tia e o tio estavam no hospital”, afirmou, em conversa com o G1.do dia em primeira mão.

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