Corpo é encontrado com bilhete relacionado a chacina: ‘matei 3 meninas inocentes’

Segundo a polícia local, esse assassinato tem relação com a chacina de quatro pessoas que aconteceu no último dia 10 na cidade paraguaia

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Um homem foi encontrado morto na madrugada deste domingo (17), na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, região de fronteira com o Brasil. Em cima do corpo havia um bilhete que dizia: “Matei 3 meninas inocentes fique de exemplo PJC”.

Segundo a polícia local, esse assassinato tem relação com a chacina de quatro pessoas que aconteceu no último dia 10 na cidade paraguaia. Duas vítimas eram estudantes de medicina brasileiras.

De acordo com a Polícia Nacional do Paraguaia a vítima é Derlis David Sanchez Ayala. Ele é paraguaio e tinha 23 anos.

Os policiais chegaram até o local às 0h30 depois de receberem uma ligação anônima, que informava o local do homicídio: entrada da Colônia Vista Alegre — próximo da rodovia. Ayala estava caído no chão com as mãos na altura da cabeça e um ferimento à bala do lado direito do crânio. O bilhete estava em cima do corpo.

Foto: divulgação

Chacina

No último dia 10, três mulheres e um homem foram mortos a tiros numa chacina em frente a um espaço de eventos. Os criminosos chegaram numa caminhonete, no bairro San Antonio, em Pedro Juan Caballero – que faz fronteira com o Brasil pela cidade de Ponta Porã (MS).

Os atiradores, segundo a polícia, tinham como alvo Osmar Vicente Álvarez Grance, 32, conhecido pelo apelido de Bebeto. Eles mataram também: Hayllee Carolina Acevedo Yunis, filha do governador do estado paraguaio de Amambay, e as brasileiras Rhannya Jamilly Borges de Oliveira e Kalline Reinoso de Oliveira, todas estudantes de medicina.

A polícia suspeitava que a chacina tivesse sido cometida a mando do PCC (Primeiro Comando da Capital). Grance teria delatado criminosos da facção criminosa brasileira que foram presos.

As polícias do Paraguai e Brasil trabalham em conjunto nas investigações desses casos e de outros que aconteceram na região de fronteira desde 2016. A maioria tem relação com a disputa pelo território do narcotráfico.

(*) Com informações do UOL

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