Mãe de Isabella Nardoni revela conversa com pai de Henry: ‘Está sendo difícil’

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Foto: Acervo Pessoal

Após surgirem as notícias envolvendo o caso Henry Borel, as semelhanças com o assassinato de Isabella Nardoni, em 2008, chamaram a atenção do público. Em ambos os casos, aqueles que deveriam cuidar das crianças foram responsáveis pela morte delas.

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, também percebeu essas coincidências. Em depoimento à revista Piauí, ela disse que percebeu isso antes mesmo da prisão de Dr. Jairinho e da mãe de Henry, ao assistir uma entrevista dos dois na Record no dia 21 de março.

“Senti frieza, uma emoção falsa e versão combinada dos fatos. Naquele momento, pensei o pior mesmo e vi semelhanças com o ocorrido com a minha filha, Isabella. Por mais que as pessoas ensaiem, criando uma versão falsa para o crime, a verdade não consegue ser escondida nem por elas mesmas”, refletiu.

“Eu mandei na sexta-feira, dia 9 de abril, uma mensagem por WhatsApp ao Leniel Borel, pai do Henry. Meu coração estava pedindo para fazer isso. Eu me coloquei no lugar dele”, contou. Para ela, a parte mais difícil dos dois casos é que tanto ela quanto Borel entregaram os filhos para pessoas que deveriam zelar por eles. “Entregar um filho para nunca mais voltar é o que mais machuca, revolta. Não consigo explicar o tamanho dessa dor.”

“Tentamos procurar algo que justificasse a morte e que não fosse o que de fato é. Isso logo no começo, quando há a notícia da morte. É natural procurar um assassino, um culpado – e que ele não seja quem deveria proteger e dar amor. No primeiro momento, você não culpa o pai ou a mãe. Nós simplesmente não queremos acreditar no que está acontecendo. Mas então vêm as notícias, as perícias, os indícios”, narrou.

Ela emocionou-se ao lembrar uma mensagem que recebeu de Leniel ao conversarem sobre a dor da perda. “Na troca de mensagens com o Leniel, ele me disse: ‘Você não sabe como suas palavras são importantes neste momento. Está sendo muito difícil. Não paro de pensar no meu filho. Além do meu filho, eles levaram a minha paz.’

Ana Carolina conta que dois fatores a ajudaram a seguir em frente após a morte da filha. Ela buscou tratamento psicológico e espiritual, encontrando acolhimento na religião espírita, que ajudou-a a entender que tudo tem um propósito. Ela casou-se pela primeira vez aos 30 anos de idade e hoje tem dois filhos, um menino de 4 anos e uma menina de 1 ano e um mês, mas lembra que enfrentou dificuldades na gestação.

“Na gravidez do meu filho, hoje com 4 anos, eu fiquei muito balançada. Foi um momento de muita alegria, mas também bastante difícil. Eu tinha o sonho de ser mãe novamente e, ao mesmo tempo, pensava demais na minha filha”, lembra. “A minha filha Isabella completaria 19 anos no dia 18 de abril. Nessas datas, por mais fortes que sejamos, o coração fica muito apertado”, completou.

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