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PolÍcia prende dono de universidade e outras 20 pessoas por fraude no Fies

Foto: Imagem Ilustrativa

A Polícia Federal deflagrou uma operação que investiga fraude no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do governo federal, na manhã desta nesta terça-feira (3). O dono da Universidade Brasil em Fernandópolis (SP) e outras 20 pessoas foram presas.

A operação denominada “Vagatomia” investiga irregularidades na concessão do Fies e comercialização de vagas e transferências de alunos do exterior, principalmente Paraguai e Bolívia, para o curso de medicina em Fernandópolis (SP). Bolsas do Prouni e fraudes relacionadas a cursos de complementação do exame “Revalida” também estão sendo averiguadas. Segundo a Policia Federal, cerca de R$ 500 milhões do Fies e Prouni foram oferecidos de forma irregular nos últimos cinco anos.

Um dos presos pelo esquema é o dono da Universidade Brasil em Fernandópolis, José Fernando Pinto da Costa, de 63 anos. O filho dele, que também é sócio do grupo educacional, foi preso no aeroporto de Guarulhos (SP). Eles são apontados pela PF como chefes do esquema. Policiais também realizam buscas em um haras em Porto Feliz, que pertence ao dono da universidade preso na operação.

De acordo com a Polícia Federal, durante a operação, alguns investigados tentaram fugir no momento das prisões. Outros jogaram celulares de prédios, antes da entrada dos policiais. Entretanto, os celulares foram recuperados e os foragidos foram localizados e presos.

A operação conta com 250 policiais federais para cumprir 77 mandados nas cidades de Jales (SP), Fernandópolis, São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Santos (SP), Presidente Prudente (SP), São Bernardo do Campo (SP), Porto Feliz (SP), Meridiano (SP), Murutinga do Sul (SP), São João das Duas Pontes (SP) e Água Boa (MT). Foram expedidos: 11 prisões preventivas, 11 prisões temporárias, 45 ordens de busca e apreensão e 10 medidas cautelares (alternativas à prisão). Além disso, Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o valor de R$ 250 milhões.

Os presos foram acusados de organização criminosa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato majorado, cujas penas somadas podem chegar a 30 anos de reclusão. Eles serão ouvidos e em seguida levados para cadeias da região onde permanecerão presos à disposição da Justiça Federal.

No início do ano, a PF recebeu informações de que estariam ocorrendo irregularidades no campus de um curso de medicina em Fernandópolis (SP). As vagas para ingresso, transferência e financiamentos Fies para o curso estariam sendo negociados por até R$ 120 mil por aluno.

Após oito meses de investigações, a PF concluiu que o dono da universidade, onde as fraudes ocorreriam, estaria chefiando a organização criminosa. Ele também ocupa o cargo de reitor. De acordo com a PF, funcionários e pessoas ligadas à universidade davam condições para que as irregularidades acontecessem.

De acordo com a Polícia Federal, muitos dos alunos que participaram da fraude já foram identificados e também podem responder criminalmente.

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