Força Nacional prorroga atuação por 90 dias em terras indígenas na Bahia

Por Redação
2 Min

Força Nacional de Segurança Pública permanece na Bahia por mais 90 dias

O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a prorrogação da atuação da Força Nacional de Segurança Pública no sul e extremo sul da Bahia por mais 90 dias. A nova data limite para a permanência dos agentes é 21 de abril de 2026, totalizando um ano de operação nas terras dos povos indígenas Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira, 22.

A Força Nacional atua em apoio à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e se articula com os órgãos de segurança do estado, sob a coordenação da Polícia Federal. Segundo a portaria assinada pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o ministério é responsável pelo apoio logístico da operação. A presença dos agentes visa reforçar a segurança em uma região marcada por conflitos fundiários frequentes.

A operação teve início em abril de 2025, onze dias após a morte do indígena João Celestino Lima Filho, de 50 anos, baleado durante uma disputa por terra no município de Prado, no extremo sul da Bahia. Desde essa data, novos episódios de violência foram registrados na área. A Funai informou que, nos últimos três anos, ao menos seis indígenas foram mortos em conflitos relacionados à terra, consolidando a região como uma das mais tensas do estado.

A decisão de prorrogar a atuação da Força Nacional reflete a necessidade de uma resposta eficaz aos conflitos, que frequentemente resultam em mortes e desabrigados entre as comunidades indígenas. O apoio das forças de segurança é considerado essencial para a preservação da ordem e proteção dos direitos desses povos.

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