“Jerônimo Rodrigues: Bandido bom é bandido preso e julgado”

Por Redação
2 Min

Governador da Bahia Defende Nova Política de Segurança Pública

Em entrevista às Páginas Amarelas da revista Veja, publicada nesta sexta-feira, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), apresentou sua proposta para uma política de segurança pública baseada em método, inteligência e responsabilidade. Ele enfatizou que o combate ao crime organizado deve ser tratado como uma política de Estado, sem vieses ideológicos.

Jerônimo afirmou que é essencial que a esquerda enfrente a questão da segurança sem preconceitos e rejeitou qualquer acusação de leniência. “Bandido bom é bandido preso e entregue à Justiça”, declarou, ressaltando que a atuação policial deve ser firme, mas respeitando os direitos humanos e o devido processo legal.

O governador reconheceu os altos índices de violência no estado e assumiu a responsabilidade pelo enfrentamento do problema. Ele destacou que a resposta deve incluir investimentos em inteligência policial, formação continuada, controle externo e o uso de tecnologias, como câmeras corporais e sistemas de monitoramento.

Na entrevista, Jerônimo também abordou a necessidade de o Estado estar preparado para enfrentar facções armadas. “O crime organizado possui armamentos potentes. O Estado também precisa estar equipado para enfrentá-lo”, afirmou, enfatizando que o uso da força deve ser técnico, planejado e supervisionado.

Além da repressão, o governador mencionou a importância de ações preventivas, como a ampliação de escolas em tempo integral, serviços de saúde e políticas sociais em áreas vulneráveis, promovendo uma integração entre segurança pública e desenvolvimento social.

Jerônimo solicitou maior cooperação entre os entes federativos e criticou a redução de investimentos federais em segurança durante o governo de Jair Bolsonaro, alegando que isso fragilizou o combate ao crime organizado nos estados.

No contexto político, o petista minimizou pesquisas desfavoráveis e lembrou que levantamentos anteriores erraram nas previsões eleitorais na Bahia. A entrevista reflete a posição de um gestor que busca conciliar pragmatismo, princípios e a defesa de uma polícia forte, aliada a um Estado presente e à justiça social.

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