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Zelador suspeito de incêndio e agressão é custodiado no Rio Vermelho

3 Min

Zelador é preso suspeito de tentativa de feminicídio e incêndio em prédio no Rio Vermelho

O zelador Osvaldo Conceição, suspeito de atear fogo em um prédio e agredir uma moradora, está custodiado à disposição da Justiça após receber alta hospitalar. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta sexta-feira, 29.

O crime ocorreu na última quarta-feira, 27, quando Osvaldo se feriu ao tentar fugir do local. Ele deve passar por audiência de custódia ainda hoje. A vítima, uma professora de 48 anos, permanece internada inconsciente no Hospital Geral do Estado (HGE). A ocorrência foi registrada como tentativa de feminicídio.

A delegada Zaira Pimentel, responsável pela investigação, esclareceu que o caso foi inicialmente tratado como um incêndio. “No hospital, constatamos que se tratava de dano qualificado, pelo uso de substância inflamável (gasolina), e tentativa de feminicídio. Não porque o agressor e a vítima tivessem um relacionamento, mas pela desconsideração da condição de mulher da vítima”, relatou.

Outros crimes também estão sendo investigados. A polícia apura indícios de que Osvaldo desconfiava de uma possível demissão e teria se revoltado. Agressões anteriores e relatos de assédio já haviam sido registrados. Uma amiga da vítima informou que ambas eram alvo das investidas do zelador.

Em janeiro de 2024, a professora agredida registrou um Boletim de Ocorrência no condomínio, relatando que Osvaldo a convidava insistentemente para sair, incluindo propostas de “tomar vinho” em mensagens privadas. Ela solicitou que a administração tomasse providências, afirmando: “Gostaria que alguma providência fosse tomada, pois como funcionário do prédio, o ‘seu’ Osvaldo tem obrigação de manter o devido respeito aos moradores”.

De acordo com a amiga, Osvaldo realizava pequenos serviços no apartamento da professora e chegou a cuidar de suas plantas durante viagens. A relação, que começou de forma cordial, deteriorou-se após o registro oficial do assédio. “Ela sofreu isso tudo porque disse ‘não’ [para as investidas do homem]. Ela não queria ter contato com ele de jeito nenhum”, completou a amiga.

A reportagem tentou contato com a companheira de Osvaldo, que reside com ele e o filho no prédio desde a pandemia, mas ela se recusou a comentar o caso.

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