Líderes de facções transferidos para presídio em Serrinha

Por Redação
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Dois homens suspeitos de liderar facções criminosas que atuam no tráfico de drogas, na Região Metropolitana de Salvador e bairros da capital baiana, foram transferidos na madrugada desta terça-feira (11), para o presídio de segurança máxima de Serrinha, a cerca de 185 km de Salvador.

A transferência é a segunda fase da ‘Operação Torre’, que foi deflagrada de forma integrada pelo Ministério Público estadual e Secretarias de Administração e Ressocialização (Seap) e de Segurança Pública da Bahia (SSP).

A segunda fase da operação dá sequência ao desmonte do esquema de comunicação e do plano de expansão da organização criminosa dentro do sistema penitenciário, iniciado na primeira fase.

Os transferidos estavam presos no Conjunto Penal de Salvador, de onde, segundo as investigações, recebiam ordens dos membros das facções criminosas que estavam nas ruas para execução de diversos crimes, incluindo homicídios cometidos em na capital baiana e região metropolitana, tráfico interestadual de drogas e armas, e lavagem de dinheiro e bens.

Segundo a SSP, durante a primeira fase, em buscas realizadas em celas da unidade prisional de Salvador, foi apreendido um celular, que era utilizado por um dos principais líderes do tráfico da RMS para se comunicar com outros internos e comparsas que atuavam do lado de fora da prisão.

A operação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MP baiano; com apoio do Grupo de Segurança Institucional (GSI) e do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (Geop) da Seap; do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep) do MP, da Polícia Civil, por meio da Coordenação de Recursos Especiais (Core) e da direção do Conjunto Penal Masculino.

De acordo com investigações do Gaeco, a organização criminosa, liderada pelos investigados, possui “claro propósito de estender seu território de atuação dentro dos presídios mediante violência e coação”.

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