Rascunho automático

Bolsas dos EUA fecham estáveis, ainda mirando abismo fiscal

Por Redação
3 Min

O índice S&P 500 acumulou ganhos pela segunda semana consecutiva, embora tenha fechado praticamente estável nesta sexta-feira (30), enquanto políticos continuam discordando a respeito de como evitar o chamado abismo fiscal, pacote de aumentos de impostos e cortes de gastos automáticos.

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O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,03%, para 13.025 pontos. O índice Standard & Poor’s 500 teve valorização de 0,02%, para 1.416 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,06%, para 3.010 pontos.

Na semana, o Dow Jones avançou 0,1%, o S&P 500 cresceu 0,5% e o Nasdaq teve oscilação positiva de 1,5%.

O S&P 500 acumulou alta de 0,29% em novembro mesmo após sofrer uma queda de mais de 6% entre a máxima e a mínima do mês. Com isso, o índice encaminhou seu  quinto mês em terreno positivo entre os últimos seis.

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O Dow Jones, por sua vez, acumulou perda de 0,5% em novembro, e o Nasdaq registrou alta de 1,1%.

“Dadas as inconstantes negociações sobre o abismo fiscal, é surpreendente o quão complacente o mercado se mostrou”, disse o diretor de investimentos da Wedgewood Partners David Rolfe.

“Entre agora e o final do ano haverá um vácuo de informações nas proximidades do abismo fiscal, e acredito que essa complacência será testada”, completou. Em contraste com a aparente calma nos mercados acionários, o índice de volatilidade CBOE, um termômetro da ansiedade do mercado, saltou 5,4% nesta sexta-feira, em seu maior ganho diário em duas semanas.

O VIX também avançou na semana, mas registrou um declínio de 14,7% em novembro.

O presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, disse nesta sexta-feira os que norte-americanos devem exigir que republicanos estendam os cortes de impostos para todos menos os ricos, o que abrangeria 98 por cento da população.

Falando pouco após o presidente, o presidente da Câmara, John Boehner, um republicano de Ohio, disse: “Há um impasse. Não vamos nos enganar”.

Apesar da linguagem divergente, muitos participantes do mercado apostam que se chegará a um acordo –nem que seja no último minuto.

No setor de tecnologia, Facebook e Zynga revisaram termos de um acordo de parceria, após um estreito relacionamento de vários anos, de acordo com documentos oficiais.

Sob o novo pacto, a Zynga, criadora do game “Farmville”, terá capacidade limitada de promover sua página de internet na rede social Facebook.

Os papéis da Zynga caíram 6,1%, para US$ 2,46. Os do Facebook ganharam 2,5%, para US$ 28.

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