País deve ter novas medidas para investimentos, diz Mantega

Por Redação
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira (30) que o governo deve anunciar, possivelmente na próxima semana, novas medidas para aumentar o financiamento para investimentos no país.

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“Continuaremos tomando medidas. Deveremos ter novidade na semana que vem, principalmente no âmbito no financiamento para investimento”, disse. “Vamos manter um volume elevado de financiamentos para investimento com taxas de juros reduzidas, seguindo a trajetória atual”, acrescentou, sem dar mais detalhes.

Segundo os dados do IBGE, a formação bruta de capital fixo (taxa de investimento na produção) teve seu quinto trimestre consecutivo de queda, com baixa de 2% – a maior queda desde janeiro a março de 2009, quando ficara em -11,7%, em decorrência da crise financeira internacional. No ano, o investimento acumula queda de 3,9%.

O ministro disse estar confiante de que a formação bruta de capital fixo voltará a crescer no 4º trimestre.

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“O investimento demora um pouco mais para reagir. Primeiro, as indústrias aceleram sua atividade, usando estoques. No terceiro trimestre, houve a queima de estoques e, agora, falta estoques. As empresas vão ter que produzir mais e vão ter que voltar a fazer investimentos”, afirmou. "No 4° trimestre, teremos uma recuperação do investimento, provavelmente já com resultado positivo”, acrescentou.

Críticas
Mantega rebateu as críticas de que o atual modelo de estímulos à economia já teria se esgotado e se demonstrado insuficiente para garantir a retomada do crescimento do país. “Achar que reduzir a taxa [de juros] para esse patamar é uma medida paliativa, é uma piada. Isto é uma medida estrutural”, afirmou, destacando que redução de tributos via desoneração da folha de pagamentos também é uma mudança estrutural.

"A economia está de fato acelerando e no próximo ano teremos mais desoneração da folha de pagamentos e a redução das tarifas de energia", destacou.

O ministro afirmou, entretanto, que algumas das medidas de estímulo "demoram um pouco para surtir efeito".

"A redução da taxa de juros não surte efeito imediato e isso tem sido retardado pela crise internacional que causa uma expectativa negativa na economia internacional", disse. "Nós vemos que o primeiro efeito da taxa de juros foi diminuir a intermediação financeira, mas certamente isto dará um grande estímulo à economia, porque o custo financeiro, o custo do capital, do investimento, do consumo está caindo", destacou.

"Mesmo a desvalorização do câmbio também demora um pouco para surtir efeito, porque alguns exportadores já tinham feito a venda no mercado futuro, com outro câmbio. Portanto, a economia brasileira está se adptando a essa nova situação muito mais estimulante para a produção", completou.

Segundo Mantega, a redução do spread abre possibilidade que o consumidor brasileiro possa ter maior poder de consumo, o que garantirá um ritmo melhor de crescimento da economia nos próximos trimestres. "No 4º trimestre deveremos ter algo em torno de 1% e, no ano que vem, a economia estará numa trajetória de 4% do crescimento do PIB”, avaliou.

G1

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