A Farra de Cargos do Governo PT

Por Redação
3 Min

 

No auge da crise de corrupção no Governo Dilma, a Presidência da República através da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, aprovou um projeto de lei que cria 90 cargos em comissão de confiança nos órgãos federais.

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O projeto aprovado na CCJ prevê 18 cargos em comissão de nível 5 do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS) e outros 25 cargos de DAS-4; 25 cargos de DAS-3; 12 de DAS-2 e dez de DAS-1, além de outros oito cargos em outros grupos.

Os chamados “cargos DAS” recebem uma gratificação, além da remuneração básica. O nível mais alto é o DAS-6, que recebe gratificação bruta de R$ 11,1 mil. O DAS-5 recebe R$ 8,9 mil; DAS-4, R$ 6,8 mil; DAS-3, R$ 4 mil; DAS-2, R$ 2,6 mil e DAS-1, R$ 2,1 mil.

O PT descaradamente vem como um rolo compressor para se favorecer criando o mais conhecido “Bonde da Alegria”, e com uma manobra, favoreceu a entrada na casa de sete servidores comissionados sem concurso.

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Não bastasse isso, o Governo Dilma,  através de sua bancada está tentando minimizar de qualquer maneira a ação criminosa, impedindo com que a convocação no Congresso de alguns envolvidos e já indiciados pela Polícia Federal, na Operação Porto Seguro, um esquema de fraudes e corrupção dentro do gabinete da presidência, que já levou ao indiciamento de dez servidores públicos, entre eles a ex-Chefe de Gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha,dois diretores de agências reguladoras e o adjunto da Advocacia-Geral da União, que foi prontamente rechazada pela bancada oposicionista no congresso.

A oposição se manifestou contra a implantação dos novos cargos alegando que o presidente Fernando Henrique, quando deixou o governo, tinha 1,1 mil cargos subordinados diretamente à Presidência. O governo Lula aumentou para 3 mil o número desses cargos e a presidente Dilma já ultrapassa o número de 4 mil.

O senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) votou contra projeto de lei do Palácio do Planalto e afirmou: “O projeto é, no mínimo, inoportuno. O Brasil assiste estarrecido aos últimos acontecimentos envolvendo exatamente esse tipo de função: cargos comissionados ligados diretamente à Presidência da República.”

por Ricardo Braúlio

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