Candeias: “A prefeitura pagou por uma quantidade de lixo que não foi recolhido”, afirma vereadora

Por Redação
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Rita Loira afirma que a empresa Eva Engenharia recebeu da Prefeitura um milhão de reais para recolher sete mil toneladas de lixo, quase cinco mil a mais produzido pelo município

[divider]Rita Loira

Em entrevista a Rádio Baiana FM, nessa segunda, dia 28, a vereadora Rita Loira (PR) apontou uma série de denúncias relacionadas ao recolhimento de lixo no município. Na conversa com o apresentador Roque Santos, a vereadora afirmou que a empresa Eva Engenharia recebeu em junho deste ano da Prefeitura de Candeias um milhão de reais para recolher sete mil toneladas de lixo, quase cinco mil a mais produzidos pela cidade. “Candeias está pagando por quase cinco mil toneladas de lixo extra que ninguém sabe dessa quantidade. A empresa diz que recolheu e a outra afirma que não recebeu”, afirmou.
De acordo com Rita Loira, Candeias produz em média 2.771 mil toneladas de lixo e que o aterro recebeu somente 2.227 mil toneladas. As informações, segundo a vereadora, estão disponíveis no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) a disposição dos vereadores da casa. “Cadê o dinheiro que foi pago pelas cinco mil toneladas de lixo? Onde está sendo depositado?”, questionou.
A vereadora contou ainda que a nota fiscal de pagamento, a Eva Engenharia informou que havia feito à limpeza de 1.645 bocas de lodo, no mês de julho. “Eu não vi os carros da empresa realizando o desentupimento das bocas de lodo. Inclusive, na rua que eu moro os moradores me questionam sobre a limpeza do bueiro. Estamos averiguando essa limpeza das bocas de lodo, mas não sei se a cidade tem essa quantidade e se realmente foram limpas”, comentou.
PPA- Com relação a votação do Plano Plurianual (PPA)- 2014/2017, Rita Loira afirmou que se sentiu enganada pelos colegas, porque havia um combinado de que a votação aconteceria após o técnico da prefeitura comparecesse a  Câmara dos Vereadores para explicar e tirar dúvidas do Plano. “Me senti enganada pelos meus outros colegas. Uma grande foi levantada pela base do prefeito, porque uma grande parte não queria votar, porque sentia a necessidade de analisar o plano. A gente tinha prazo para isso”, ressaltou.
Segundo a vereadora, alguns vereadores da base do prefeito estavam impondo a votação e que ela e alguns vereadores não foram avisados sobre a abertura da sessão. “A líder do governo, a vereadora Marivalda, estava impondo a imediata votação do projeto, mas não tinha necessidade de fazer isso, porque só queríamos votar com responsabilidade. Depois que saímos, abriu-se a sessão. Ligaram para alguns vereadores e exigiram a presença deles, mas eu fui avisada”, afirmou.
BaianaFM
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