Astrônomos registram estrela com 500 vezes a massa do Sol na Via Láctea

Por Redação
3 Min

Ecografia espacial revela maior embrião de estrela já descoberto na galáxia

Imagem obtida pelo telescópio Alma revela embrião de uma estrela considerada "monstruosa" Foto: ALMA (ESO/NRAJ/NRAO)/NASA/Spitzer/JPL-Caltech/GLIMPSE / Divulgação
Imagem obtida pelo telescópio Alma revela embrião de uma estrela considerada “monstruosa” Foto: ALMA (ESO/NRAJ/NRAO)/NASA/Spitzer/JPL-Caltech/GLIMPSE / Divulgação

 

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgaram nesta quarta-feira a melhor imagem já obtida de uma estrela gigantesca em formação no interior de uma nuvem escura. Ali foi descoberta uma espécie de útero estelar com cerca de 500 vezes a massa solar – o maior encontrado até hoje na Via Láctea – que ainda está crescendo. A estrela embrionária se alimenta do material que cai para o interior da nuvem e deve se tornar uma estrela muito brilhante, com até 100 massas solares, segundo os cientistas.

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As estrelas mais brilhantes e de maior massa da nossa galáxia são formadas no interior de nuvens escuras e frias, em um processo ainda envolto em mistério. Uma equipe internacional de astrônomos utilizou o telescópio Alma para fazer uma ecografia em micro-ondas para obter uma ideia mais clara sobre a formação dessa estrela gigantesca, localizada a cerca de 11 mil anos-luz de distância da Terra, em uma nuvem conhecida como Nuvem Escura de Spitzer.

 

 

 

“As observações nos permitiram ver pela primeira vez em profundidade o que se passa no interior desta nuvem,” afirmou o pesquisador Nicolas Peretto. “Queríamos ver como é que estrelas monstruosas se formam e crescem, e conseguimos! Uma das fontes que encontramos é uma verdadeira gigante – o maior núcleo protoestelar alguma vez encontrado na Via Láctea.”

 

 

 

Este núcleo – o “útero” da estrela embrionária – tem mais de 500 vezes a massa do nosso Sol serpenteando no seu interior. E as observações mostram que muito mais matéria ainda está sendo adicionada, aumentando essa massa ainda mais. Todo este material vai eventualmente colapsar para formar uma estrela jovem que poderá atingir as 100 massas solares – um “monstro” muito raro.

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“Embora soubéssemos já que esta região era uma boa candidata a uma nuvem a formar estrelas de grande massa, não esperávamos encontrar uma estrela embrionária tão grande no seu centro,” diz Peretto. “Pensa-se que este objeto formará uma estrela que pode atingir as 100 massas solares. De todas as estrelas da Via Láctea, apenas cerca de uma em cada 10 mil atinge este tipo de massa!”

 

 

 

Essas observações foram obtidas durante a fase de ciência preliminar do telescópio, quando era utilizada apenas um quarto da rede total de antenas. A descoberta apoia fortemente a teoria do colapso global para a formação de estrelas de grande massa, em vez da da fragmentação.

Terra

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